O ataque desta quinta-feira em Nice, que provocou três mortos, tem a marca do “terrorismo islâmico”, mas a França não vai ceder, garante o Presidente Emmanuel Macron.

O chefe de Estado deslocou-se à catedral de Notre Dame, na cidade de Nice, onde um homem matou três pessoas, uma delas foi decapitada.

Emmanuel Macron foi prestar homenagem às vítimas do segundo ataque do género em poucas semanas e anunciou o destacamento de milhares de soldados para garantir a segurança em locais públicos, como templos religiosos e escolas.

O Presidente disse no local que a França foi atacada “por causa dos seus valores, pelo seu gosto pela liberdade e liberdade de crença”.

“E digo com muita clareza hoje, novamente: nós não vamos ceder”, declarou Emmanuel Macron.

Antes, já o primeiro-ministro francês, Jean Castex, tinha elevado o nível de alerta terrorista em todo o país.


A segurança de edifícios, transportes e locais públicos vai ser elevada para o nível “emergência atentado”.

Castex, que anunciou a medida na Assembleia Nacional, qualificou o ataque de “ignóbil, bárbaro e abjeto” e prometeu uma resposta “firme, implacável e imediata”.

Um homem, de 21 anos, invadiou esta quinta-feira a catedral de Notre Dame, em Nice, e matou três pessoas. O suspeito foi detido. Testemunhas dizem que gritou "Alá é grande".

Noutro incidente, um homem armado com uma caçadeira foi abatido pela polícia perto da cidade de Avignon.

O Papa Francisco acompanha a situação em França, após os incidentes de cariz terrorista desta quinta-feira, particularmente, a situação decorrente do ataque na catedral de Nice.

"O Papa está informado da situação e está próximo da comunidade católica de luto", disse nesta quinta-feira o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

Francisco considera este “um tempo de dor" e "um tempo de confusão".

"Terrorismo e violência nunca podem ser aceites", aponta o Papa.

No dia 16 de outubro, um homem decapitou um professor que tinha mostrado caricaturas de Maomé durante uma aula sobre liberdade de expressão. A morte de Samuel Paty, nos arredores de Paris, deixou França em estado de choque.