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Greve dos motoristas. “Não são serviços mínimos, são serviços máximos”, diz Carvalho da Silva

08 ago, 2019 - 09:32 • Redação

Na greve está marcada para segunda-feira e não tem prazo para terminar. Antigo líder da CGTP reage na Renascença aos serviços mínimos decretados pelo Governo.

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Os serviços mínimos decretados para a greve dos motoristas de matérias perigosas representam um precedente perigoso, avisa o antigo líder da CGTP Carvalho da Silva.

“Não estamos perante serviços mínimos, estamos perante serviços máximos. É um precedente perigoso”, afirma no programa As Três da Manhã.

Em causa estão os serviços mínimos entre os 50% e os 100% para a paralisação de 12 de agosto. Neste cenário, um total de 320 postos vão estar abertos ao público em geral, mas cada automobilista só pode abastecer até 15 litros de combustível.

Os sindicatos prometem impugnar a decisão do Governo e avançam para os tribunais. Os motoristas consideram que está em causa o direito à greve e dizem mesmo que estes serviços mínimos podem levar a uma maior adesão à paralisação.

“O que está em jogo nesta greve preocupa-nos a todos”, reconhece Carvalho da Silva, que se mostra preocupado com o facto de alguns “atores na condução deste processo que podem andar conscientemente a brincar com o fogo”.

“Isso não deve permitir que se transformem os trabalhadores em carne para canhão e que se ataque o sindicalismo”, acrescenta.

No domingo, os trabalhadores vão reunir-se em plenário para debater e decidir se avançam para a greve a partir de segunda-feira.

Ontem, quarta-feira, o Governo decretou preventivamente o estado de emergência energética, o que permite tomar medidas com vista a prevenir alguns dos efeitos decorrentes da paralisação.

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  • Cidadao
    08 ago, 2019 Lisboa 13:49
    Estas declarações são mera farsa. A CGTP e o PCP a protestarem quando no fundo, no fundo, estão felizes da vida. É que o Sindicato dos motoristas controlado por eles estava a "levar uma abada" do novo sindicato e se esta greve resultasse, esse sindicato ficaria esvaziado de membros, o que não é do agrado nem da CGTP nem do PCP. Em público, têm de dizer o que se espera. Em privado, esfregam as mãos.