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Ucrânia disposta a analisar proposta de neutralidade da Rússia

09 mar, 2022 - 16:05 • Marta Grosso com agências

Depois de ter contido as aspirações da adesão à NATO, Kiev mostra-se mais aberto ao sucesso da via diplomática. Mas com limites. Nesta quarta-feira, a Rússia reafirmou o objetivo da neutralidade ucraniana.

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A Ucrânia está aberta a discutir a exigência de neutralidade da Rússia, desde que receba garantias de segurança. E não entrega um "único centímetro" de território, afirmou um importante assessor do Presidente Volodymyr Zelensky para a política externa.

“Certamente, estamos prontos para uma solução diplomática”, afirmou Ihor Zhovkva numa entrevista à televisão Bloomberg, na quarta-feira.

O vice-chefe do gabinete de Zelensky reforçou, por outro lado, a exigência ucraniana de garantias de segurança “dos EUA, da Grã-Bretanha, da Alemanha” e outros – “apenas as garantias de segurança da Rússia não serão suficientes”, sublinhou, embora se tenha recusado a detalhar que medidas estariam em causa.

Numa entrevista ao canal televisivo alemão ARD, divulgada na terça-feira à noite e citada pela agência ucraniana Ukrinform, Zhovkva garantiu que a Ucrânia não vai concordar com “ultimatos inaceitáveis”, mas adiantou que “o resto pode ser discutido, como, por exemplo, o que é que significaria um possível estatuto neutral da Ucrânia”.


Kiev dá, assim, conta de alguma disponibilidade para, à mesa das negociações ao mais alto nível, ouvir o que Moscovo entende por “estatuto neutral”.

Nesta quarta-feira, a porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros voltou a sublinhar o objetivo da ofensiva: garantir que a Ucrânia terá um estatuto neutro.

Numa conferência de imprensa internacional, Maria Zakharova admitiu já terem sido feitos “alguns progressos” nas negociações com a Ucrânia, que seguem para uma quarta ronda (ainda sem data anunciada).

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  • Não acreditem nele
    09 mar, 2022 Putin é um mentiroso Perigoso 18:06
    Isso só significa que as ordens veem de Moscovo e que a qualquer tentativa de aproximação ao Ocidente, haverá nova invasão, isto se o Putin não exigir ficar com tropas dentro do território Ucraniano.Não se fiem nesse tipo, já viram o que ele é capaz de fazer..

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