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Rússia quer a neutralidade da Ucrânia e não ocupá-la, garante porta-voz

09 mar, 2022 - 13:30 • Carla Fino , Marta Grosso

Ao 14.º dia de combates, Moscovo fala em “alguns progressos” na mesa das negociações e acusa os EUA de apoiarem o desenvolvimento de armas biológicas na fronteira com a Rússia.

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A Rússia esclarece que não quer derrubar o governo ucraniano, mas apenas garantir – se possível através de negociações – que a Ucrânia terá um estatuto neutro. Foram as indicações deixadas nesta quarta-feira de manhã pela porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros.

Numa conferência de imprensa internacional, Maria Zakharova admitiu que foram feitos “alguns progressos” nas negociações com a Ucrânia.

"Em paralelo com a operação militar especial [nome dado pela Rússia à invasão da Ucrânia], estão em curso negociações com o lado ucraniano para pôr fim ao derramamento de sangue sem sentido e à resistência das forças armadas ucranianas o mais depressa possível", afirmou a porta-voz diplomática do Kremlin.

"Foram feitos alguns progressos", acrescentou sem dar mais detalhes, mas antevendo mais desenvolvimentos na próxima ronda de negociações (que será a quarta).

Na mesma conferência de imprensa, a representante da diplomacia russa voltou a acusar Washington de financiar o fabrico de armas biológicas nos laboratórios ucranianos.

“Confirmamos que, durante a operação militar especial, descobrimos alguns factos que estariam a encobrir urgentemente programas que estariam a decorrer nestes laboratórios e que estariam a ser financiados pelo ministro da Defesa dos Estados Unidos. Podemos concluir que, nos laboratórios ucranianos nas zonas de fronteira, estariam a ser desenvolvidos componentes para o fabrico de armas biológicas”, apontou.


Nesta conferência de imprensa, Maria Zakharova reiterou também que a "operação militar especial" – como Moscovo designa a invasão da Ucrânia lançada em 24 de fevereiro – não tem como alvo a população civil.

A porta-voz do ministério liderado por Sergei Lavrov repetiu que o ataque visa proteger as autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, cuja independência foi reconhecida por Moscovo, e "desmilitarizar e desnazificar" a Ucrânia.

Moscovo pretende também "eliminar a ameaça militar para a Rússia que vem do território da Ucrânia devido às atividades dos países da NATO e às tentativas de encher o país com armas", disse a porta-voz, citada pela agência russa TASS.

Delegações de negociadores da Ucrânia e da Rússia reuniram-se três vezes desde o início dos combates, na Bielorrússia, mas o resultado mais visível foi a criação de corredores humanitários para socorrer civis.

Um político bielorrusso ligado à organização das negociações admitiu hoje que um quarto encontro poderá realizar-se depois da reunião entre Lavrov e o seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba, prevista para quinta-feira, na Turquia.

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  • Cidadao
    09 mar, 2022 Lisboa 17:58
    Mas ainda há alguém que acredite na palavra dos Russos? Se calhar nem sequer eles próprios. Nunca pensaram em enfrentar uma resistência destas, em que nem sequer os 8 milhões de Russos que vivem na Ucrânia os foram receber com flores e bandas de música, como eles esperavam. Com a imensidão do País, a hipótese de uma guerrilha urbana perpétua, e a massa que vai começar a faltar, principalmente quando o Ocidente romper de vez com a doutrina Merlkel e deixar de comprar Gás Natural, petróleo e carvão à Russia, mais as outras sanções, vai ser o descalabro, principalmente se o Ocidente em peso se virar para a China e disser " em termos de negócios, ou nós, ou os russos". Claro que o Putin deseja ardentemente uma solução negociada embora se faça de forte.

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