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OE2024. Marcelo diz que é o Orçamento "possível"

11 out, 2023 - 17:22 • Tomás Anjinho Chagas , com redação

No cenário atual "só há uma maneira, voltar àquilo que não é o ideal, mas que é aguentar com o consumo interno”, afirma o Presidente da República.

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O Presidente da República considera que a proposta de Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) segue a “única estratégia possível”.

É a primeira reação de Marcelo Rebelo de Sousa ao documento apresentado na terça-feira pelo Governo.

Em declarações aos jornalistas à entrada para um evento na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, o chefe de Estado considera que seria arriscado ir mais longe e acredita que o Executivo escolheu o caminho certo para enfrentar a situação internacional.

“É porventura a única estratégia possível. Na situação em que nos encontramos e que foi evidente a partir de abril, maio, junho, só havia uma maneira de aguentar a quebra nas receitas das exportações, do investimento direto, porventura algumas receitas do turismo aqui e ali. Só há uma maneira, voltar àquilo que não é o ideal, mas que é aguentar com o consumo interno”, afirma Marcelo Rebelo de Sousa.

Noutro plano, o Presidente da República pressiona o Governo a acelerar a reforma da saúde.

Numa altura em que já passou mais de um ano desde que foi criada a Direção Executiva do SNS, o Presidente da República pede que a viragem no modelo de gestão seja mais rápida e eficaz.

“É muito tempo. Significa que a mudança de modelo de gestão para outro modelo de gestão fica a meio da ponte. É como uma manta que se puxa para cima ou para baixo, consequências e efeitos daquilo que já não é o que era, mas ainda não é o que vai ser. Falou-se das maternidades, depois do problema do pagamento das horas extraordinárias. O que importaria é que o novo esquema de gestão do Serviço Nacional de Saúde fosse posto de pé o mais rápido possível”, defende Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionado pela Renascença sobre a possibilidade de o conflito em Israel prejudicar a ajuda internacional à Ucrânia, o Presidente rejeita a ideia, mas considera que prejudica as negociações para a paz.

“Uma das consequências daquilo que se viveu é acentuar a radicalização também nesse conflito. No fundo, cada vez que há um conflito mais, e aqui desencadeado pelo Hamas, é mais uma instabilidade e, quando há instabilidade e radicalização de posições não se negoceia, não diplomacia”, sublinha Marcelo Rebelo de Sousa.

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