Tempo
|
A+ / A-

António Costa: "Vamos ao Qatar apoiar a seleção e não a violação dos direitos humanos"

18 nov, 2022 - 22:58 • Lusa

O primeiro-ministro separou política e futebol, mantendo a ideia de Marcelo Rebelo de Sousa, ele próprio e Augusto Santos Silva assistirem a jogos de Portugal no Qatar.

A+ / A-

VEJA TAMBÉM:


O primeiro-ministro afirmou esta sexta-feira que os responsáveis políticos portugueses estarão no Campeonato do Mundo de Futebol, no Qatar, a apoiar a seleção nacional e não a violação dos direitos humanos ou a discriminação das mulheres nesse país.

Esta posição foi defendida por António Costa numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, em São Bento, depois de questionado sobre a polémica de o Presidente da República, o próprio primeiro-ministro e o presidente da Assembleia da República se deslocarem ao Qatar para acompanhar a seleção portuguesa de futebol.

"O campeonato do mundo é onde é. Todos temos uma posição sobre o que é o Qatar, mas aquilo que faz com que a nossa seleção esteja no campeonato do mundo é por ser uma das poucas que conseguiu ser apurada", começou por alegar António Costa.

Depois, o primeiro-ministro separou política e futebol, mantendo a ideia de Marcelo Rebelo de Sousa, ele próprio e Augusto Santos Silva assistirem a jogos de Portugal no Qatar.

"O campeonato do mundo é lá [no Qatar] e quando formos lá não vamos seguramente apoiar o regime do Qatar, a violação dos direitos humanos no Qatar e a discriminação das mulheres no Qatar. Quando formos lá, vamos apoiar a seleção nacional, a seleção de todos os portugueses, a seleção que veste a bandeira", sustentou.

Mas o líder do executivo foi ainda mais longe em defesa deste princípio relacionado com o apoio incondicional à seleção nacional.

"Apoiamos no Qatar, em França, na Índia, na China, na Rússia. Apoiamos onde a seleção estiver. É a nossa seleção. E nós estamos sempre com a nossa seleção, porque a seleção veste a nossa bandeira", frisou.

Depois, António Costa introduziu uma nota de humor, dizendo que "a única divergência com o Presidente Lula da Silva é quem vai ganhar na final".

O primeiro-ministro português teve resposta pronta da parte do Presidente eleito do Brasil.

"Posso dizer humildemente que, depois de 20 anos, chegou outra vez a altura de o Brasil ser campeão do mundo. O Cristiano Ronaldo não está a jogar como há 15 anos", acrescentou.

Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Agência de Viagens
    19 nov, 2022 É só curtir 12:33
    O contacto com outros lideres europeus é bom para cimentar a corrida ao tacho de Bruxelas, mas por cá, não faltam problemas para resolver, o que faltam são soluções para esses problemas. O lider da FPF, o Secretário de Estado do Desporto, e o Presidente da Liga, chegam para a parte "politica" do Evento. Não é preciso ir o PM, o PR e o Presidente da AR.
  • ze
    19 nov, 2022 aldeia 09:04
    Se forem como simples cidadãos e pagarem dos seus vencimentos todas as despesas,não vejo qualquer inconveniente e assim mostravam o seu verdadeiro apoio aos nossos jogadores,pois todos eles sabem quem são.
  • Americo
    19 nov, 2022 Leiria 08:54
    Bom dia. Trés irresponsáveis.
  • A reserva de tangas
    18 nov, 2022 É inesgotável 23:36
    Como sempre o primeiro-monhé-ministro lança mão da reserva inesgotável de tangas e justifica o injustificável, com um pretenso apoio à seleção que não é mais que um desejo de passeio, longe dos problemas que aqui a gentinha pobretanas lhe anda a causar...

Destaques V+