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De Bragança à Ucrânia para levar ajuda. "Temos muitas crianças doentes na fronteira"

02 mar, 2022 - 15:13 • Henrique Cunha

Ao final da tarde desta quarta-feira, parte de Bragança em direção à fronteira da Polónia com a Ucrânia uma carrinha que vai percorrer cerca de três mil quilómetros para levar bens alimentares e medicamentos.

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"Temos muitas crianças doentes na fronteira" por causa do frio que apanhou. Yuliya Chokhriy, uma ucraniana residente em Bragança há 11 anos, revela à Renascença que na zona de Lviv, junto à fronteira com a Polónia “a cidade está também supercheia com militares feridos", pelo que, nesta altura a maior urgência está relacionada com a falta de medicamentos.

Ao final da tarde desta quarta-feira, parte de Bragança em direção à fronteira da Polónia com a Ucrânia uma carrinha que vai percorrer cerca de três mil quilómetros para levar bens alimentares e medicamentos.

A viagem resulta da iniciativa que a Cáritas diocesana desenvolveu em conjunto com a comunidade ucraniana que ali reside e em articulação com outras comunidades do país. Nos últimos dias decorreu uma campanha de recolha de bens, roupas e outros materiais para ajudar a população que está em Guerra.

Yuliya Chokhriy, uma ucraniana residente em Bragança há 11 anos, que teve a ideia desta iniciativa, revela à Renascença que a primeira carga segue ainda hoje.

"Hoje vai seguir já uma carrinha com carga e estamos à espera de mais transportes que nos possam ajudar a levar os produtos recolhidos", revela.

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"E queremos enviar tudo rapidamente porque estão a necessitar de muita coisa", acrescenta.

Para além de bens alimentares, a carrinha vai carregada de medicamentos e de material de primeiros socorros. Yuliya Chokhriy diz que estão a chegar à fronteira polaca muitas crianças doentes.

Esta ucraniana adianta que tem recebido, sobretudo, pedidos de "medicamentos e de material de primeiros socorros", e refere que "é preciso também medicação para as crianças porque temos na fronteira muita criança doente que apanhou frio".

Yuliya revela que é natural de Lviv, junto à fronteira com a Polónia e que "a nossa cidade está supercheia com militares feridos e por isso a medicação é a principal necessidade".

A viagem deverá demorar perto de três dias. Na fronteira da Polónia estão voluntários para reencaminhar "para os hospitais ucranianos e para a linha da frente o material enviado".

Yuliya Chokhriy revela que a campanha "excedeu todas as expectativas" e diz que está criado "um corredor verde" entre Bragança e a fronteira com a Polónia.

A primeira carrinha segue viagem ao final da tarde. Nos próximos dias, outras se seguirão.

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