Tempo
|
A+ / A-

Guerra na Ucrânia. Terceira ronda de negociações sem acordo de paz

07 mar, 2022 - 18:10 • Ricardo Vieira, com agências

Haverá uma quarta ronda de negociações com a Rússia, indicam os negociadores ucranianos, que dão conta de alguns avanços em matéria de corredores humanitários.

A+ / A-

Veja também:


Terminou a terceira ronda de negociações entre Rússia e Ucrânia, sem progressos significativos no que respeita ao fim da guerra, que vai no 12.º dia e já provocou 1,7 milhões de refugiados.

O negociador ucraniano Mykhailo Podolyak disse que as conversações, que decorreram na Bielorrússia, não "melhoraram a situação", no que diz respeito ao conflito armado iniciado a 24 de fevereiro com a invasão da Ucrânia ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

A mesma fonte , citada pela Sky News, dá conta de "pequenos desenvolvimentos positivos em relação aos corredores humanitários" para retirar civis das zonas de conflito armado.

Esta segunda-feira, foram abertos seis corredores humanitários em várias zonas da Ucrânia.

De acordo com o negociador ucraniano Mykhailo Podolyak, haverá uma quarta ronda de negociações com a Rússia.

Renascença na Ucrânia. Milhares de pessoas aguardam em Lviv por uma viagem para longe da guerra
Renascença na Ucrânia. Milhares de pessoas aguardam em Lviv por uma viagem para longe da guerra

A Ucrânia acusou hoje a Rússia de voltar a "sabotar" a abertura de corredores humanitários para a evacuação das regiões de Kiev, Kharkiv, Donetsk e Kherson, continuando os bombardeamentos.

"Violando os acordos alcançados anteriormente, em 7 de março, a Federação Russa mais uma vez sabotou a abertura de corredores humanitários para a evacuação da população civil nas cidades sitiadas de Kiev (norte), Kharkiv (leste), Donetsk (leste) e Kherson (sul)", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, em comunicado.

Mais de 1,7 milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, de acordo com o balanço divulgado esta segunda-feira pelas Nações Unidas.

Mais de mil civis já foram mortos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Segundo o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), que abrange o período das 4h de 24 de fevereiro à meia-noite de 4 de março, das “1.058 vítimas civis na Ucrânia, 351 foram mortas, incluindo 10 crianças”.

O Papa Francisco enviou dois cardeais para tentar mediar o conflito. O cardeal Konrad Krajewski, responsável pelas obras de caridade do Papa, chega esta segunda-feira à fronteira da Polónia com a Ucrânia, e o cardeal Michael Czerny, do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, é aguardado amanhã na Hungria.

Entretanto, Portugal recebeu, desde o início da invasão russa da Ucrânia, 1.670 pedidos de proteção temporária, revelou nesta segunda-feira à Lusa o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+