A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou esta sexta-feira em Kiev que não há “prazo definido” para que a Ucrânia se junte à União Europeia, lembrando que há “objetivos a cumprir” por parte de Kiev.

Não há prazos rígidos, mas há objetivos que precisam de cumprir”, disse em conferência de imprensa na capital ucraniana, juntamente com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Na mesma, Zelensky afirmou que a UE deve assegurar-se que as suas sanções impedem a Rússia de restabelecer a sua capacidade militar e que a Ucrânia continuará a defender a “cidade fortaleza” de Bakhmut pelo maior tempo possível, exigindo ao Ocidente o fornecimento de armamento que ajude Kiev a ultrapassar as forças militares russas na região do Donbass.

Ninguém vai entregar Bakhmut. Vamos lutar pelo maior tempo possível. Consideramos Bakhmut a nossa fortaleza”, disse o chefe de estado ucraniano.

Já Charles Michel salientou que a "Ucrânia é a União Europeia" e que a "União Europeia é a Ucrânia". "O futuro da Ucrânia é na UE", disse, garantindo que a União Europeia "não será intimidada pelo Kremlin".

Von der Leyen avançou que o próximo pacote de sanções contra a Rússia será sobre componentes usadas em drones russos na guerra na Ucrânia.

Quem está também em Kiev é alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, que anunciou que a UE ofereceu à Ucrânia mais 25 milhões de euros para ajudar nos esforços para recapturar regiões conquistadas pelo exército russo.

"Proteger civis e as suas vidas é a prioridade", disse nas redes sociais.

Antes e depois da cimeira, que reúne altos representantes da Ucrânia e responsáveis máximos da UE, soaram em Kiev as sirenes que avisam a população para o risco de um ataque aéreo.

Até ao momento não foi confirmado qualquer ataque ou bombardeamento em Kiev durante esta sexta-feira.


[notícia atualizada às 15h11]