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Marega não é caso único. O longo historial de racismo no futebol

17 fev, 2020 - 11:12 • Sofia Freitas Moreira com Redação

Os insultos racistas dirigidos ao avançado do FC Porto, no domingo, têm dado que falar, mas não se trata de um caso único. Episódios do género têm surgido sucessivamente, apesar dos castigos aplicados a clubes e adeptos.

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O avançado do FC Porto Marega abandonou o relvado após insultos racistas dos adeptos do Vitória de Guimarães, durante o jogo deste domingo a contar para a 21.ª jornada do campeonato.

O incidente demarca-se como o mais recente caso de racismo no futebol, juntando-se a uma longa lista de acontecimentos semelhantes ao longo dos anos.

“Quem distingue raças não é humano”. As reações nas redes sociais ao caso Marega
“Quem distingue raças não é humano”. As reações nas redes sociais ao caso Marega

Os dragões estiveram envolvidos, esta temporada, noutro caso de alegado racismo. A UEFA abriu um processo disciplinar devido a cânticos na receção ao Young Boys, para a fase de grupos da Liga Europa, que acabou por ser arquivado.

Desde o início de 2020 já se registaram, pelo menos, três casos de racismo no futebol. Um dos incidentes mais recentes, anterior ao caso de Marega, aconteceu na Liga Italiana, no dia 14 de fevereiro, quando o Cagliari baniu permanentemente três adeptos do seu estádio por comportamentos considerados racistas.

Ainda mais recentemente, no dia 17 de fevereiro, a terceira divisão alemã ficou marcada por mais um episódio racista. Ao minuto 85 da partida entre o Münster e os Würzburger Kickers, Leroy Kwadwo, defesa da equipa visitante e cidadão alemão de ascendência ganesa, foi insultado, de forma racista, por um adepto da equipa anfitriã. O infrator acabou por ser expulso do estádio.

Um dos casos mais memoráveis dos últimos tempos envolve o internacional português do Manchester City Bernardo Silva. O jogador foi oficialmente acusado, pela Federação Inglesa de Futebol (FA), de "conduta imprópria", devido a um "tweet" em que comparava uma fotografia do companheiro no Manchester City Benjamin Mendy ao "Conguito", mascote de uma marca de chocolates.

A “brincadeira” causou a suspensão por um jogo de Bernardo, que também teve de pagar uma multa de 58 mil euros.

No escalão máximo português, o último incidente do género data de novembro de 2017, quando os adeptos do Sporting de Braga recorreram a atos discriminatórios ao Desportivo das Aves, que saiu vencedor da partida (2-0). O Braga foi punido com um jogo à porta fechada e uma multa de 22.950 euros, mas a decisão acabou por ser revertida em janeiro de 2018 pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Um dos casos mais mediáticos também remete para 2017, quando o Rio Ave foi condenado a pagar 536 euros de multa pelos cânticos racistas proferidos pelos seus adeptos contra Renato Sanches, que na altura jogava pelo Benfica.

O Leixões destaca-se como o clube mais reincidente nesta matéria e o primeiro em Portugal a sofrer uma pena por comportamento racista dos seus adeptos, em outubro de 2012, numa receção ao Belenenses (1-1).

Em março de 2016, o clube matosinhense pagou 16.421 euros de multa e foi obrigado a arrancar a época com dois jogos à porta fechada.

O apuramento para o Euro2020 ficou marcado por diversos incidentes racistas, entre setembro e outubro de 2019. Foram várias as seleções multadas por este tipo de comportamentos – a Bulgária (85.000 euros), a Roménia (83.000), a Hungria (67.125) e a Eslováquia (20.000), todas intensificadas com um jogo à porta fechada.

A seleção da Sérvia teve de pagar uma coima de 33.250 euros, tendo ainda ficado sujeita a um período de liberdade condicional de um ano. O castigo foi impingido pelo Comité Disciplinar da UEFA, depois de manifestações racistas na derrota com Portugal, em setembro de 2019.

Em novembro do ano passado, o avançado italiano Mario Balotelli ameaçou abandonar o relvado após um episódio polémico de racismo por parte dos adeptos do Verona.

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