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Columbine, Sandy Hook e Dunblane. Os massacres estudados pelo suspeito do ataque à FCUL

11 fev, 2022 - 11:19 • Redação

Jovem de 18 anos, suspeito de planear ataque à Faculdade de Ciências, acompanhou exaustivamente informações sobre massacres em escolas e universidades.

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Mais de 292 mil estudantes foram expostos a violência com armas de fogo, nos EUA, desde o massacre de Columbine, que vitimou 15 jovens. A informação é avançada pelo Whashington Post, que recolheu os dados de tiroteios em estabelecimentos de ensino, no país, desde 1999.

Dois adolescentes, de 17 e 18 anos, entraram no liceu que frequentavam, no estado norte-americano do Colorado, e, munidos de armas e bombas feitas em casa, assassinaram 12 alunos e um professor. Os dois jovens suicidaram-se horas depois.

Cenários como estes foram analisados, exaustivamente, pelo estudante português suspeito de planear um ataque terrorista na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).

Fonte da investigação em curso, avançou que o jovem de 18 anos, detido pela Polícia Judiciária na quinta-feira, seria um consumidor maciço de informação sobre tiroteios em estabelecimentos de ensino.

De Sandy Hook a Dunblane, estes são os ataques a escolas e universidades mais mediáticos das últimas décadas.

Universidade de Heidelberg

Fevereiro de 2022 - Dois mortos

Um jovem de 18 anos abriu fogo num anfiteatro onde decorria uma aula na Faculdade de Medicina da Universidade de Heidelberg, na Alemanha.

O estudante disparou indiscriminadamente sobre os presentes e acabou por ferir mortalmente uma aluna. O rapaz suicidou-se minutos depois. As autoridades que investigaram o caso confirmaram que as armas foram adquiridas uma semana antes, na Áustria.

Liceu de Santa Fé

Maio de 2018 - Dez mortos

O principal suspeito do ataque tinha apenas 17 anos e terá utilizado duas armas do pai. O estudante, que foi detido no dia do massacre, matou nove alunos e um professor.

Liceu de Parkland

Fevereiro de 2018 - 17 mortos

O atirador, um ex-aluno de 19 anos, foi detido pela polícia depois de matar 17 colegas.

O autor do massacre neste liceu na Flórida, pediu desculpa aos familiares das vítimas, durante uma audiência num tribunal de Miami.

"Lamento verdadeiramente o que fiz, carrego o peso disso todos os dias", disse o jovem de 23 anos, que tinha 19 no dia em que cometeu um dos piores massacres escolares nos Estados Unidos.

Universidade de Roseburg, Oregon

Outubro de 2015 - Dez mortos

Um homem de 26 anos matou oito colegas e um professor, da Universidade de Roseburg, no estado norte-americano de Oregon. O atirador acabou por morrer, depois de confrontos com a polícia, no local.

O ataque ocorreu num estado que permitia, à data, a entrada de armas de fogo no campus de Universidades públicas. As instituições só podem impor a proibição no interior do edifício.

Escola Marysville Pilchuck

Outubro de 2014 - Cinco mortos

O atirador era aluno na escola de Marysville, Washington, e, segundo apuraram as autoridades que investigaram o caso, era vítima de bullying, em contexto escolar.

Escola primária de Sandy Hook

Dezembro de 2012 - 28 mortos

Um jovem de 20 anos matou 27 crianças, numa escola de Newtown, Connecticut, e suicidou-se em seguida.

As autoridades apuraram que o massacre foi planeado durante semanas, mas não conseguiram identificar o motivo do ataque nem a escolha da escola.

Universidade Católica de Oakland

Abril de 2012 - Sete mortos

Um antigo aluno de 43 anos entrou na faculdade, na Califórnia, e fuzilou sete alunos depois de ter tornado refém duas funcionárias e obrigado os colegas a colocarem-se lado a lado.

Em declarações às autoridades locais, garantiu que o crime foi planeado e motivado por um desejo de vingança, depoi de ter sido alvo de chacota por causa do sotaque.

Universidade do Alabama

Fevereiro de 2010 - Três mortos

Uma professora de biologia na universidade, no estado norte-americano de Huntsville, começou a disparar sobre os alunos, durante uma aula. Foi condenada a prisão perpétua em 2012.

Instituto Politécnico da Virgínia

Abril 2007 - 32 mortos

Um estudante sul-coreano de 23 anos, vítima de bullying, disparou indiscriminadamente no politécnico da Virginia, onde estudava. Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas e 32 acabaram por morrer.

O autor do pior ataque em número de vítimas mortais, a escolas e universidades dos Estados Unidos, suicidou-se depois do massacre.

Escola Johann Gutenberg, em Erfurt

Abril de 2002 - 17 mortos

Robert Steinhauser, 19 anos, entrou armado na escola Johann Gutenberg, no estado alemão da Turíngia. Às 11h da manhã, começou a disparar sobre os colegas.

Foi o caso mais mortífero na história da Alemanha. Seis meses antes do tiroteio, Steinhauser tinha sido expulso da escola mas ocultara o facto dos pais.

Liceu de Columbine

Abril de 1999 - 15 mortos

Dois adolescentes, de 17 e 18 anos, iniciaram um tiroteio numa escola do Colorado. Assassinaram 12 alunos e um professor e suicidaram-se em seguida. Este é talvez o ataque mais mediático dos EUA e inspirou, inclusivamente, vários filmes que retratam o dia do massacre. Elephant, lançado em 2003, é talvez o mais célebre.

Escola Primária Dunblane

Março 1996 - 19 mortes

Um homem de 43 anos invadiu um ginásio da Escola Primária Dunblane, na cidade escocesa de mesmo nome, e matou 16 crianças e um professor, antes de cometer suicídio.

Este ataque, em 1996, motivou a uma mudança radical na lei no ano seguinte e, como consequência, uma acentuada redução do número de ataques deste tipo na Grã-Bretanha.

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