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Liga pondera alterar regras sobre habilitações dos treinadores

07 abr, 2021 - 15:54 • Redação

Os casos de Rúben Amorim e outros têm forçado a discussão sobre as habilitações necessárias para treinar na I Liga.

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) pondera alterar as regras sobre habilitações dos treinadores, que tanta controvérsia têm causado nos últimos anos, devido a Rúben Amorim e outros técnicos.

A LPFP realizou, esta quarta-feira, mais uma edição das Jornadas Anuais, com 37 reuniões em oito grupos de trabalho distintos. Entre outras alterações sugeridas, destaca-se, na sequência da reunião com o grupo de trabalho jurídico, a "reflexão em torno do quadro legal aplicável às habilitações dos treinadores", conforme se lê em comunicado.

As habilitações dos treinadores e consequentes critérios para a inscrição como treinador principal de uma equipa da I Liga é um tema que tem feito correr muita tinta, nas últimas épocas, no futebol português.

O "caso Rúben Amorim"


O escrutínio aumentou com a chegada de Rúben Amorim ao Sporting, ainda na temporada passada, e com a boa campanha dos leões, que lideram o campeonato com oito pontos de avanço, esta época.

Na altura da aquisição ao Braga, por 10 milhões de euros, a Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) acusou o Sporting de alinhar em "situações desconformes com a Lei, em clara negação do seu legado". Isto porque Rúben Amorim não tem o nível IV de treinador, que lhe permite estar inscrito como treinador principal na I Liga. Oficialmente, nas fichas de jogo, é o adjunto, Emanuel Ferro, que carrega esse título.

Meses depois, já em janeiro, foi anunciado que Rúben Amorim se tinha inscrito no curso de nível IV de treinador, pelo que já poderia levantar-se e dar indicações durante os jogos, como treinador principal. Em declarações à Renascença, o presidente da ANTF, José Pereira, manteve que preferia o treinador do Sporting fora da área técnica: "Quem anda a tirar a carta de condução não está apto para conduzir."

Confrontado, em conferência de imprensa, com estas declarações, Rúben Amorim respondeu com o único piloto português no Mundial de MotoGP: "O Miguel Oliveira não tem carta e safa-se muito bem na vida."

Em março, após participação da Associação Nacional de Treinadores, a Comissão de Instrutores da LPFP deduziu uma acusação de fraude a Sporting e Rúben Amorim, por alegada inscrição irregular do técnico, que arrisca suspensão de um a seis anos. Rúben Amorim garantiu não ter "qualquer receio" e que o caso estava a ser tratado por advogados.

Convém referir que Rúben Amorim não é o único técnico sem nível IV a cumprir, de forma oficiosa, funções de treinador principal na I Liga. César Peixoto, ex-treinador do Moreirense, Mário Silva, ex-Rio Ave, e Luís Freire, ex-Nacional, encontravam-se na mesma situação. Também Jorge Silas, quando estava no Sporting, tinha apenas o nível III. O próprio Rúben Amorim tinha o mesmo problema no Sporting de Braga.

[notícia atualizada]

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