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Presidente da Associação Nacional de Médicos de Futebol não vê razões para suspender competições

21 jan, 2021 - 18:15 • Pedro Castro Alves com Redação

João Pedro Mendonça, médico do CD Nacional e presidente da AMEF, não encontra motivos para interromper a competição ou fazer alterações aos protocolos.

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João Pedro Mendonça, presidente da Associação Nacional de Médicos de Futebol, não vê motivos para que as competições de futebol profissional voltem a parar, ou que sejam necessárias alterações aos protocolos sanitários.

Segundo o Presidente da Associação Nacional de Médicos de Futebol, todos os intervenientes no funcionamento do futebol profissional têm trabalhado no sentido de evitar uma interrupção.

“Não me parece que haja, neste momento, razões que nos levem a pensar que isso poderá acontecer”, diz João Pedro Mendonça. Em Bola Branca, afirma ainda que todos estão “a ter comportamentos no sentido de que tudo se possa fazer para que a competição continue”.

No que toca aos protocolos de segurança adotados, João Pedro Mendonça não tem conhecimento de nenhuma alteração “em relação à forma como temos funcionado até agora”. “É verdade que tem havido mais casos, como há no resto do país e do mundo, mas nada me leva a crer que possa haver alguma alteração”, diz em entrevista à Renascença.

O também médico do Nacional acrescenta ainda que no futebol profissional “o escrutínio e a quantidade de testes é impressionante” e, como tal, tudo está a decorrer “conforme o preconizado no início da competição”.

Os crescentes casos de Covid-19 no futebol nacional e no país em geral têm colocado em hipótese a nova suspensão das competições profissionais, numa altura em que o país está em confinamento geral e que o Governo tem progressivamente aumentado as medidas de restrição.

Os casos de Covid-19 têm ainda afetado a Taça da Liga, que decorre esta semana em Leiria, com um surto de Covid-19 no Benfica, e vários casos detetados no FC Porto e no Sporting, que chegou a deixar duras acusações à DGS em relação a falsos positivos de dois jogadores.

Portugal voltou a atingir, esta quinta-feira, um novo máximo de mortes diárias por Covid-19. Segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde, nas últimas 24 horas, registaram-se mais 221 mortes devido à doença.

Mais de metade do número de vítimas mortais tem mais de 80 anos, num total de 145. Em relação aos novos casos, depois de na quarta-feira ter ultrapassado os 14 mil, no dia de hoje, quinta-feira, é de 13.544.

O número de internados mantém a tendência de crescimento. Há agora 5.630 pessoas internadas com Covid, mais 137 do que ontem, das quais 702 em cuidados intensivos (mais 21 do que ontem).

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