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Caso Tancos

António Costa. Rui Rio "envergonha-se a si próprio" e atingiu "dignidade da campanha eleitoral"

26 set, 2019 - 19:16 • Susana Madureira Martins, com redação

Primeiro-ministro responde ao líder do PSD, que esta quinta-feira disse ser "pouco crível" que António Costa não soubesse do encobrimento do caso de Tancos.

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O primeiro-ministro e líder do PS respondeu ao secretário-geral do PSD, Rui Rio, que esta quinta-feira insinuou que António Costa sabia do encobrimento do caso de Tancos, na medida em que o seu ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes é arguido no caso.

"O dr. Rui Rio tinha a estrita obrigação de saber que eu respondi por escrito a todas as questões que a comissão parlamentar de inquérito colocou sobre este caso e que a comissão parlamentar de inquérito conclui que nada me tinha a apontar", começou por referir António Costa, numa declaração aos jornalistas sem direito a perguntas.

No dia em que o despacho de acusação do caso de Tancos foi conhecido, o líder socialista fez uma pausa na campanha para responder às insinusações levantadas horas antes pelo secretário-geral do PSD.

"O sr. Rui Rio devia também saber que ao longo destes dois anos a justiça nunca me colocou qualquer questão e, certamente, se tivesse alguma dúvida sobre o meu comportamento te-lo-ia feito", salientou António Costa.

O primeiro-ministro afirma que "não é aos 58 anos" que reconhece autoridade a Rui Rio "para fazer julgamentos morais" sobre a sua "atitude política".

"Em segundo lugar, que ainda há dois dias eu ouvi, todos os portugueses ouviram,o dr. Rui Rio dizer que tinha como princípio fundamental não fazer julgamentos na praça pública. Eu não mudo de princípios fundamentais de dois em dois dias", acusa António Costa.

O líder socialista mantém o que tem dito ao longo de toda a minha vida política: "ao que é da justiça o que é da justiça, ao que é da política à política".

"Quem sacrifica princípios fundamentais da forma de estar na vida política envergonha-se a si próprio, mais do que atacar quem quer atingir. A mim o dr. Rui Rio não me atingiu. Infelizmente, atingiu a dignidade desta campanha eleitoral e, sobretudo, temo que tenha desiludido muitos que entendiam o dr. Rui Rio como uma pessoa de princípios que não muda de dois em dois dias", conclui António Costa.

O presidente do PSD, Rui Rio, disse esta quinta-feira ser “pouco crível” que António Costa não soubesse do encobrimento sobre Tancos, dizendo que “tudo leva a crer” que exista uma encenação do Governo para que saíssem notícias envolvendo o Presidente da República.

“Eu acho que é pouco crível que um ministro, seja ele qual for, não articule aspetos desta gravidade com o primeiro-ministro, ainda assim eu nunca poderei dizer mesmo se ele sabia ou não”, afirmou Rui Rio, em conferência de imprensa convocada pelo PSD a meio da tarde para um hotel nas Caldas da Rainha, onde participará numa iniciativa de campanha eleitoral.

Ainda assim, Rio considera igualmente grave “a hipótese” de António Costa não saber, já que tal indicaria que havia ministros que não informam o primeiro-ministro de tudo aquilo que “de relevante e grave” se passa no respetivo Ministério.

“O que se terá passado ao longo desses quatro anos dentro do Governo que o primeiro-ministro não soube e o que poderá de acontecer de importante no futuro, num Governo presidido pelo dr. António Costa, que o dr. António Costa pura e simplesmente não saiba?”, interrogou.

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  • hugo
    27 set, 2019 abrantes 12:29
    Era melhor as armas estarem com os gatunos?
  • Alberto Costa
    27 set, 2019 Sesimbra 12:23
    O Rio parece preferir que as armas andem nas redes de tráfico do que nos paioís do Exército. Eu prefiro a segunda hipótese.
  • joao
    27 set, 2019 queluz 11:07
    Quem recuperou as armas merece é uma medalha. Pouca importa como o fez.
  • P*etervlg
    27 set, 2019 Trofa 08:58
    pelo artigo, Costa estava a par da situação
  • José Fidalgo d' Abreu Avelar
    27 set, 2019 08:44
    Rui Rio muito bem. Assertivo quanto baste. O Ministro diz que o assunto é politico. Costa enfiou o barrete e dele já todos lhe conhecemos o valor da palavra dada, palavra desonrada. Quanto à dignidade talvez António José Seguro lhe possa explicar o seu significado. O lápis azul chegou à campanha eleitoral pela mão do PS. Proibido discutir temas que incomodem o PS. Quem o fizer está a atentar contra a dignidade da democracia. Proibido criticar o líder do PS. Quem o fizer está a desvirtuar a democracia. A democracia é o PS. O resto que se cuide! https://expresso.pt/sociedade/2019-09-26-Azeredo-reage.-Acusacao-e-eminentemente-politica-nao-tendo-provas-a-sustenta-la