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Costa sobre eutanásia. "Se fosse deputado, não tenho a certeza como votaria. Sei que não votaria contra, não sei se votaria a favor"

04 abr, 2017 - 09:58 • Vídeos: Bárbara Afonso e Teresa Abecasis

Revelação feita em entrevista à Renascença pelo primeiro-ministro.
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Costa sobre eutanásia. "Sei que não votaria contra, não sei se votaria a favor"
Costa sobre eutanásia. "Sei que não votaria contra, não sei se votaria a favor"

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O primeiro-ministro não tem uma posição pessoal fechada sobre a eutanásia. “Eu se fosse deputado… [hesita]. Não tenho a certeza como votaria, sou-lhe totalmente sincero. Sei que não votaria contra, não sei se votaria a favor", respondeu, em entrevista à Renascença, esta terça-feira.

A comissão nacional do PS aprovou em Março, com uma larguíssima maioria, a moção da deputada Maria António Almeida Santos, que defende a legalização da eutanásia, mas que propõe sobretudo que o PS faça um debate amplo sobre o assunto.

Esta segunda-feira, em entrevista à Renascença, António Costa disse que este é um debate “difícil”, mas, na hora em que os deputados forem chamados a decidir sobre o tema, caberá à consciência de cada um ditar o sentido do seu voto.

“Acho que é uma opção de consciência de cada um e admito que a lei possa confiar ao juízo médico essa responsabilidade. É para mim um debate particularmente difícil, não por razões religiosas, mas por ser um optimista impenitente. Em matéria de consciência, a minha posição é sempre uma posição de respeito pela liberdade de cada um”, afirmou.

Com o título “Eutanásia, um debate sobre a vida”, Maria Antónia Almeida Santos defendia que o PS deveria tomar a liderança no debate sobre este tema e formar um grupo de trabalho para tratar este assunto de forma a tomar uma posição quando houvesse projecto próprio do Bloco de Esquerda, que já foi apresentado.

O líder parlamentar e presidente do partido, Carlos César, já garantiu que o PS não terá um projecto próprio sobre o assunto, o que não impedirá que deputadas como Maria António Almeida Santos e Isabel Moreira possam apresentar propostas. Os socialistas também já tinham decidido que os deputados vão ter liberdade de voto sobre esta matéria.

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  • mara
    04 abr, 2017 Portugal 16:32
    Se eu me cansar da vida e me suicidar conscientemente, tenho esse direito, não levo ninguém a cometer um crime, porém não me assiste o direito de pedir a alguém para dar ou mesma o fazer uma injecção letal a alguém, o meu pai se lhe tivessem dado uma injecção letal numa crise da doença em que os médicos, quando saiu do coma lhe chamavam o ressuscitado, eu teria vivido sem o seu amor, o seu carinho menos três anos...Será que não haverá muitos casos que lhe antecipam levianamente a morte? Um dia foram chamar-me para dar uma injecção numa doente, fui imediatamente porque a doente estava mal, demorei no máximo, dez minutos a chegar a casa da doente, a doente tinha falecido, Deus sabe quanto lhe agradeci, por não a ter levado enquanto a injectava, ou no final de ser injectada, seria incapaz de incapaz de dar uma injecção letal em alguém...esta ideia é louca, até pode ser um meio para vingar raivas e ódios...Não votarei a favor!
  • João Lopes
    04 abr, 2017 Viseu 15:10
    A eutanásia e o suicídio assistido são diferentes formas de matar. Os médicos e os enfermeiros existem para defender a vida humana, não para matar nem serem cúmplices do crime de outros.
  • Jorge
    04 abr, 2017 Sintra 13:57
    A eutanásia faz parte da família da "cultura da morte", por isso "não obrigado"! Não tenho dúvidas e jamais acompanharei os seus seguidores. O mundo precisa de harmonia e justiça social! Máxima educação para os povos de todo o mundo, como forma de evoluírem, rumo a uma sociedade mais harmoniosa e consequentemente mais justa. A eutanásia será sempre uma fase derrotista da humanidade. ....