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José Luís Peixoto escreve biografia romanceada sobre Rui Nabeiro

09 mar, 2021 - 14:12 • Maria João Costa

“Almoço de Domingo” é o novo livro de José Luís Peixoto, que chega às livrarias a 25 de março. A obra mergulha nas memórias de vida de Rui Nabeiro, o empresário do império dos cafés Delta.

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O título do novo livro de José Luís Peixoto estava escondido aos olhos dos seus leitores, na última frase do seu último livro de poemas “Regresso a Casa”. “Almoço de Domingo” são as palavras que dão nome à nova obra que chega às livrarias a 25 de março. O livro faz um percurso sobre as memórias de vida do empresário Rui Nabeiro.

Em comum, Peixoto e Nabeiro têm o Alentejo que os viu nascer e crescer. A poucos dias de completar 90 anos no próximo dia 28 de março, Rui Nabeiro serve de personagem ao escritor que pega justamente nesse aniversário para desfiar as memórias de uma longa vida.

Em comunicado, a editora Quetzal explica que o novo livro de José Luís Peixoto, é “um romance biográfico que reconstrói parte da história portuguesa, olhada a partir de uma geografia própria e de uma família”.

Depois de ter trabalhado em “Autobiografia” com a personagem do escritor José Saramago, Peixoto pega agora de novo numa vida real para a ficcionar. As páginas de “Almoço de Domingo” decorrem entre 1931 e 2021 e contam a história “de uma figura pública portuguesa, Manuel Rui Azinhais Nabeiro, personagem ímpar, com tanto de enigmático como de notável e generoso”, diz a Quetzal.

Segundo a editora de Peixoto, “é a história do senhor Rui, um homem marcante que revisita a sua vida, as suas memórias e recordações”. Nesta biografia romanceada surgem as “aventuras, enredos de risco, apostas políticas ou de negócios, e segredos nunca contados”.

“Em pano de fundo, o Alentejo da raia, onde o contrabando é a resistência contra a pobreza, tal como é a metáfora das múltiplas e imprecisas fronteiras que rodeiam a existência e a literatura”, diz o comunicado sobre o livro.

A nova ficção de José Luís Peixoto cruza também a História nacional. “Num percurso de várias gerações, tocado pela Guerra Civil de Espanha, pelo 25 de Abril, por figuras como Marcello Caetano ou Mário Soares e Felipe González, este é também um romance sobre a idade, sobre a vida contra a morte, sobre o amor profundo e ancestral de uma família reunida, em torno do patriarca, no seu almoço de domingo”.

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