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Fundação AIS convida portugueses a rezar o Terço pelos cristãos perseguidos

03 mai, 2021 - 12:35 • Olímpia Mairos

Os cristãos são a comunidade religiosa mais perseguida no mundo. A paz no mundo e o fim da pandemia também fazem parte das intenções da maratona de oração.

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A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre desafia os portugueses, durante este mês de maio que agora se iniciou, a rezarem o terço pelos cristãos perseguidos, mas também pela paz no mundo e pelo fim da pandemia da Covid-19.

De acordo com o último relatório da fundação pontifícia, divulgado no dia 20 de outubro, calcula-se que mais de 646 milhões de cristãos vivem em países onde a liberdade de culto não é respeitada.

“Isto significa que muitas comunidades estão atualmente em situação de profunda insegurança, nomeadamente em África, onde há sinais de uma ofensiva gradual e cada vez mais agressiva por parte de grupos terroristas. Os ataques que têm ocorrido em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, fazem parte dessa estratégia de terror”, assinala a AIS, em comunicado.

Neste contexto de insegurança, a Fundação AIS renova o desafio aos portugueses de “rezar ininterruptamente o Terço, durante este mês de maio".

Rezar aproxima-nos uns dos outros”, afirma a diretora do secretariado português da Fundação AIS, Catarina Martins de Bettencourt, acrescentando que o convite é feito a “todos os portugueses para mais esta jornada de oração com esse propósito tão preciso e tão especial de lembrar os cristãos perseguidos, de lembrar todas as vítimas do terrorismo e de lembrar também o sofrimento causado em tantas famílias pela Covid-19”.

A iniciativa de rezar o terço, à semelhança do que aconteceu em 2020, nos meses de maio e outubro, lembra Catarina Bettencourt, “corresponde a um pedido formulado por Nossa Senhora aos pastorinhos, em Fátima, e depois sublinhado ao longo da sua vida pela Irmã Lúcia.

“Todos podemos oferecer um pouco do nosso tempo em favor da paz e pelos cristãos perseguidos”, afirma Catarina Bettencourt, lembrando que a oração pode ser feita “onde quer que esteja, no carro, a caminho do trabalho ou da escola, em casa”.

“Peço a todos que nos ajudem a fazer desta iniciativa uma verdadeira corrente de oração. Todos juntos seremos, seguramente, mais fortes neste propósito e estaremos também a dar uma resposta positiva ao apelo do Santo Padre para rezarmos pelo fim da pandemia”, implora a responsável da fundação pontifícia em Portugal.

O Papa Francisco convocou trinta santuários marianos em todo o mundo para, também, durante este mês, estarem unidos numa maratona de oração.

O desafio que é colocado agora aos portugueses pela Ajuda à Igreja que Sofre tem ainda como objetivo “sensibilizar a opinião pública para o flagelo da intolerância religiosa”.

“Isso significa lembrar os que perderam a vida em atentados, os que viram as suas igrejas, capelas ou centros paroquiais serem destruídos, os que foram raptados ou ameaçados por serem cristãos, os que são excluídos da sociedade por causa da sua fé”, conclui a AIS.

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