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Santana Lopes garante que o futuro político de Bugalho "está escrito"

30 mai, 2024 - 20:59 • Manuela Pires

Santana Lopes entrou esta quinta-feira na campanha às europeias - foi o primeiro eurodeputado do PSD em 1987. Tem a certeza de que desta vez o Governo não vai ser castigado nas europeias. Ursula von der Leyen vem ao Porto na próxima semana para fazer campanha com Sebastião Bugalho.

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O encontro à beira-mar é entre o primeiro deputado eleito para o Parlamento Europeu, em 1987, e o cabeça de lista da AD. Pedro Santana Lopes recebe Sebastião Bugalho na Figueira da Foz onde é presidente da câmara eleito numa lista independente.

“Estou aqui por todos, mas especialmente por ti, faz-me lembrar a minha campanha, tinha 31 anos quando fiz campanha para o Parlamento Europeu”, lembrou Pedro Santana Lopes.

O antigo primeiro-ministro, que entrou para o Governo com 29 anos, mais um do que Sebastião Bugalho, tem a certeza que o candidato vai ter um grande futuro político.

“Não é preciso acreditar, basta a proteção do altíssimo para isso vir a acontecer, é preciso é saúde, o resto já está escrito”, disse Pedro Santana Lopes.

O antigo líder do PSD acredita numa vitória da AD nas europeias do próximo dia 9 de junho, porque, ao contrário do que é tradição, desta vez os portugueses não vão castigar o Governo de Luís Montenegro.

“Os partidos de Governo tendem a ser castigados, mas aqui acho que não há razões para castigar e a diferença está na campanha que o Sebastião Bugalho está a fazer, pela solidez, pela correção da postura. O salto de comentador para ator político não era fácil”, acrescentou o antigo líder do PSD.

Santana Lopes não quer castigos e Sebastião Bugalho vai mais longe: avisa que só o voto na AD pode garantir a estabilidade no país.

“O voto na estabilidade é o voto na Aliança Democrática não é o voto nos ataques e nas insinuações”, afirmou Sebastião Bugalho.

O candidato da AD comentava aos jornalistas a preocupação manifestada pelo Presidente da República, que avisou para a necessidade de aprovar o Orçamento do Estado. Sebastião diz que está também preocupado.

“Partilho das preocupações do senhor Presidente da República em relação à estabilidade política, mas isso tem sido uma preocupação constante desde o início do seu mandato”, “o povo português é convidado a sinalizar esse voto na estabilidade política, esse voto em não voltar para trás”, nas eleições do próximo dia 9 de junho.

O encontro com Santana Lopes acontece na praia da Cova Gala, onde a erosão costeira é muito acentuada. O autarca explica os projetos que estão em curso que são financiados com fundos europeus.

O candidato que já disse que a Europa não pode ser um multibanco, avisa agora que o próximo mandato do Parlamento Europeu vai negociar o último quadro financeiro plurianual e vai trabalhar para garantir verbas para proteger a orla costeira.

“Temos de proteger verbas para Portugal para proteger a orla costeira e para garantir que todas as transições são respeitadoras não só do ambiente, mas também das comunidades portuguesas”, referiu Sebastião Bugalho aos jornalistas.

Para o PS, as europeias são para despachar quem não “deu provas”

Depois do primeiro-ministro, e do secretário de Estado da Administração Interna, esta quinta-feira foi a vez de outro membro do Governo participar na campanha.

António Leitão Amaro, ministro da Presidência, que tem a tutela das migrações, questionou no almoço, em Coimbra, se a lista do PS serve para “despachar” para Bruxelas as ministras que no seu entender tiveram uma má prestação no Governo.

“A eleição europeia é um caminho para despachar quem não conseguiu dar provas em solo nacional”, questionou o ministro, referindo-se a Marta Temido na saúde e Ana Catarina Mendes nas migrações.

Uma referência às migrações no dia em que a campanha visitou o centro para as migrações do Fundão. Funciona no antigo seminário e acolhe nesta altura cerca de 250 pessoas, tendo capacidade para 500. O centro é gerido pela autarquia, e acolhe migrantes que são trabalhadores temporários, recebeu nos últimos tempos os timorenses e os refugiados de guerra, primeiro da síria, depois do Afeganistão e por ultimo da Ucrânia.

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