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Pedro Nuno Santos demite-se

PSD distancia-se da IL e desafia Governo a apresentar moção de confiança

29 dez, 2022 - 11:45 • Olímpia Mairos

Sociais-democratas falam em "epidemias de crises" e exigem "explicação cabal" no Parlamento.

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O PSD desafiou esta quinta-feira o primeiro-ministro a dar esclarecimentos ao país, após a demissão de Pedro Nuno Santos do Governo, distanciando-se contudo da postura da Iniciativa Liberal (IL), que esta manhã anunciou que vai avançar com uma moção de censura ao Governo.

Em conferência de imprensa, no Porto, o vice-presidente do PSD, Paulo Rangel, disse que “o primeiro-ministro não se pode esconder” e “tem de dar uma explicação cabal" ao país, no Parlamento, na próxima semana, num debate requerido pelos sociais-democratas.

“Doutor António Costa, o tempo não é de se esconder. O tempo é de responder (…). Nunca nos habituaremos a esta navegação à vista sem rumo. Nunca nos habituaremos a esta política de empobrecimento”, disse Paulo Rangel.

O social-democrata considerou que o Governo “deixou de governar” e está dedicado “à resolução de crises internas”.

“Esta é uma crise grave, muito grave. António Costa e o PS obtiveram maioria absoluta para criar um Governo estável. Mas neste momento a maioria absoluta é um fator de instabilidade. Assistimos a uma epidemia de crises políticas com 11 demissões em sete/oito/nove meses”, disse o vice-presidente do PSD.

Confrontado com o anúncio de uma moção de censura por parte da Iniciativa Liberal, o vice-presidente social-democrata desafia o Governo a apresentar uma moção de confiança.

“Houve eleições há nove meses, há uma maioria absoluta, se o Governo está fragilizado e precisa de renovar a sua confiança e legitimidade, deve ser o Governo a apresentar uma moção de confiança”, defende.

"País não pode andar de eleições em eleições"

Segundo Rangel, o PSD “está sempre preparado para ser alternativa”, realçando que, nesta sua intervenção, “ficou muito claro que nós estamos muito serenos, muito preparados”.

“Estamos conscientes de que este é um momento muito melindroso para o país, ainda por cima num tempo de crise grave, em que as famílias estão a sofrer, as empresas estão numa situação, muitas delas, dramática, e o Governo está totalmente paralisado todos os meses por novos casos”, apontou.

Reiterando que o partido tem “uma postura de sentido de Estado”, considerou que “nesta altura o país não pode andar de eleições em eleições e, portanto, se o Governo sentir que precisa da confiança da Assembleia da República, deve pedir uma moção de confiança”.

“E nós aqui estaremos para dar a nossa resposta no Parlamento, no momento certo, neste momento o que é fundamental é chamar o primeiro-ministro à responsabilidade. É tempo de o primeiro-ministro responder, é tempo de deixar de se esconder”, defendeu.

Paulo Rangel não tem dúvidas que a credibilidade do primeiro-ministro sai fortemente abalada depois da demissão de Pedro Nuno Santos.

O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, apresentou na quarta-feira à noite a demissão do cargo ao primeiro-ministro, António Costa, que a aceitou.

Em comunicado divulgado pelo gabinete do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos explicou que "face à perceção pública e ao sentimento coletivo gerados em torno" do caso da TAP, decidiu "assumir a responsabilidade política e apresentar a sua demissão", já aceite pelo primeiro-ministro António Costa.

O ministro das Finanças, Fernando Medina, demitiu na terça-feira a secretária de Estado do Tesouro, menos de um mês depois de Alexandra Reis ter tomado posse e após quatro dias de polémica com a indemnização de 500 mil euros da TAP, tutelada por Pedro Nuno Santos.

Partidos como o CDS e o Chega já defenderam que o Presidente da República deve avaliar se o Governo tem condições para continuar.

O antigo primeiro-ministro Santana Lopes vai mais longe, lembrando que por menos o antigo presidente Jorge Sampaio dissolveu o Governo que liderava. Santana considera que, pelos mesmos critérios, o atual Executivo já devia ter sido dissolvido mais do que uma vez.

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  • EU
    31 dez, 2022 PORTUGAL 18:20
    Como EU gostava de ser Político. Não o sou porque me apercebi a TEMPO para que FOZ esta política ia desaguar. Mas vamos lá então ver como me ensinaram os PROFESSORES que me EDUCARAM. Eles davam- me um texto para eu ( EU ) ler, interpretar e comentar, tirando dele conhecimento e conclusões. Pois bem quando dou o EXEMPLO das casas pré fabricadas e do OUTRO bairro é para DEMONSTRAR que os governantes deste RICO País, não criam as condições MÍNIMAS para aquilo que estão eleitos. Na altura FORAM criadas as condições para os profissionais se FIXAREM. Se os AUTARCAS e GOVERNOS não sabem criar essas condições, então ALGUÉM tem razão quando indica um analfabetico para POLÍTICO. De qualquer modo, desejo a TODOS um 2023, com saúde, PAZ e felicidade.
  • Mais um
    30 dez, 2022 a escrevr por escrever 22:33
    Tem jeito para político: escreveu N linhas de comentário ao comentário do "ex-professor"... E não disse nada!
  • EU
    30 dez, 2022 PORTUGAL 15:15
    Não costumo contrariar quando me " CENSURAM ", mas deixem que diga o seguinte. Sou de uma família onde exerceram o professorado mais de mão cheiade elementos. Alguns desses elementos andaram por terras onde não se chegava de automóvel. Nessa altura quase não existiam esses meios de transporte, não por falta de posses, mas sim porque não havia acessos. Estou a falar dos anos 60 70 e ainda 80. Um dos Homens mais rico deste País, foi aluno na Primária dum desses elementos. Para chegar a essa escola demorava um dia, sim UM DIA, a PÉ. Ao meio da semana a Mãe desse elemento minha Avó mandava alguém levar-lhe uns bens que a terra dá e outros para que aos ALUNOS fosse dado os ensinamentos PRIMÁRIOS. Esse CORROPIO de distâncias foi o MARTÍRIO de mais elementos. Quase NENHUM esteve ausente das escolas a não ser nas FÉRIAS, pois vir a casa era RARÍSSIMO. Hoje, porque já aqui RR disse, conheço o País TODO, e o norte conheco-o a PALMO. Levei desses elementos à escola em uma BURRA ( jumenta ) indo a pé, regressando a cavalo. Ao longo da minha vida conheci MUITAS e MUITOS Professores. Conheci Directores e Delegados Escolares e com Eles sempre tive uma saudável vivência. Do meu curso, interrompido para SERVIR Generais e Coronéis, saíram para o professorado alguns meus AMIGOS. Enquanto CIDADÃO andei de CECA e MECA após o 25 de Abril, para o qual contribui a ter ÊXITO. Ficaria mal comigo próprio se não dissesse isto, pois também podia ter sido PROFESSOR se os Generais DEIXASSEM. Não deixaram.
  • Ex-professor
    30 dez, 2022 Felizmente 12:29
    Está muito longe da Verdade se acha que umas construções pré-fabricadas ou um bairro-depósito de professores, resolviam os problemas da classe docente, caro comentador "EU". Os problemas no geral da classe docente são a falta de compensação adequada da profissão, - baixos salários, congelamentos, entraves de toda a espécie à progressão na carreira, quotas de acesso a determinados escalões, professores "tarefeiros eternos" que apesar de suprirem lugares permanentes não entram nos quadros - e de atratividade - avaliações rodeadas de corrupção, Diretores prepotentes, abusos de toda a ordem nas atividade não-letivas, violência verbal e física de alunos e encarregados de educação, hiperburocracia, bullying de Diretores, etc. Andar com a casa às costas é um problema. Mas achar que bairros-depósito de professores, resolvem os problemas, é não saber nada dos problemas da classe docente.
  • EU
    29 dez, 2022 PORTUGAL 18:41
    Estive a reflectir se devia ou não dizer algo sobre estas declarações por parte do PSD. Fechei os olhos e pensei, diz o que Eles não dizem. Há meio ano que o PSD tem um novo Presidente e até à data não foi apresentada uma proposta com princípio meio e fim ao País. Vejamos então. Há uns dias estive num ambiente familiar e uma das discussões dizia respeito ao CAOS e ao descontentamento dos Professores. Deixei que cada um dissesse o que achava e às tantas perguntei: afinal qual é a grande preocupação de cada Professor. A resposta foi quase unânime que é de Eles andarem sempre com as malas de um lado para o outro. Perguntei quem no fundo seria o grande responsável por isso. O Governo responderam. Puro engano retorqui. Perguntaram como resolvia então o PROBLEMA. Dei este exemplo. No final dos anos 60 o Governo NORUEGUÊS financiou ALGUÉM para que na Freguesia de Lordelo concelho de Vila Real fosse construído um Centro de Saúde Mental hoje Centro HOSPITALAR. As construções hospitalares adquiriram o ESPAÇO comprando os terrenos particulares e públicos ali existentes. Pensaram também que seria NECESSÁRIO ter HABITAÇÕES para os profissionais que viriam ali exercer funções. Foi construído o Bairro da Lavarqueira na mesma Freguesia. As HABITAÇÕES eram pré-fabricadas. Houve protestos por parte de alguns desses profissionais e o PROBLEMA foi resolvido com a construção do Bairro da Araucaria na cidade de Vila Real. O PSD porque não pensa como os NORUEGUÊSES para a EDUCAÇÃO?
  • Procura-se PSD
    29 dez, 2022 Desaparecido por aí 16:27
    Onde anda Luís Montenegro? Numa altura destas, quer ver-se e ouvir-se o intitulado líder de oposição, e não ver "tuítes" e segundas linhas a comentar. Luís Montenegro mudou o nome para Rui Rio, foi? É que se esqueceu de avisar... Frouxo, muito frouxo o PSD. E essa postura de "pseudo-responsabilidade" falando que "País não pode andar sucessivamente em Eleições", é mais um indicador que o PSD não consegue ser alternativa, e uma vez no governo mais não faria que uma governação estilo TROIKA II. Marcelo bem tenta puxar, mas ... isto não dá mais!

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