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Balsemão sobre Sampaio. "Tinha opiniões muito próprias e batia-se por elas"

10 set, 2021 - 12:53 • Redação

Morte de Jorge Sampaio "é uma perda irreparável”, afirma Francisco Pinto Balsemão.

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Jorge Sampaio, que morreu esta sexta-feira aos 81 anos, “tinha opiniões muito próprias e batia-se por elas”, afirma o antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão.

“É uma pessoa que conhecia bastante bem. Não estávamos muitas vezes em termos ideológicos, tínhamos uma relação muito íntima e é uma perda irreparável”, disse Pinto Balsemão, em declarações à SIC Notícias.

“Acho que ele procurava o consenso, mas tinha opiniões muito próprias e batia-se por elas. Demonstrou isso ao longo de toda da sua vida, desde a vida estudantil até agora. No Conselho de Estado, a propósito de diversos assuntos, ele tinha a sua posição bem vincada e não desistia dela. E ainda bem que é assim”, sublinha o antigo primeiro-ministro e presidente do grupo Impresa.

Francisco Pinto Balsemão, para além de uma longa amizade com Jorge Sampaio, participou juntamente com Jorge Sampaio no programa A Três Dimensões da Renascença.


Jorge Sampaio. Da luta política à defesa dos direitos humanos
Jorge Sampaio. Da luta política à defesa dos direitos humanos

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu hoje aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Durante o seu segundo mandato, em 2003, organizou a primeira reunião do "Grupo de Arraiolos", constituído por chefes de Estado da UE sem funções executivas.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

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