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Comunidade Vida e Paz em risco de fechar serviços por falta de apoios do Estado

23 set, 2022 - 08:25 • Filipa Ribeiro

Desde 2008 que os apoios do Estado à associação não são atualizados. E a subida dos custos, com as despesas, e o aumento dos pedidos de ajuda está a dificultar a atividade.

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A Comunidade Vida e Paz, que presta apoio a pessoas em condição de sem abrigo, em Lisboa, corre o risco de encerrar vários serviços no próximo ano. Em causa está a falta de financiamento e atualização de apoios do Estado.

À Renascença, a diretora-geral da associação diz que a não atualização das comparticipações do Estado para as comunidades terapêuticas estão a colocar desafios nomeadamente no que respeita ao programa de reabilitação de pessoas. De acordo com Renata Alves “os tratamentos estão cada vez mais caros e a associação está preocupada com a qualidade da intervenção e do tratamento das cerca de 135 pessoas em processo de reabilitação”.

Só na última semana, chegaram à Comunidade Vida e Paz cerca de uma centena de novos pedidos de ajuda. A responsável revela que foi necessário atualizar o número se senhas para refeições de 420 para 500, nos últimos dias.

Em 15 anos, a associação tem-se governado com donativos de particulares, mas estes apoios têm sofrido um decréscimo desde a pandemia.

A diretora-geral da Comunidade Vida e Paz assegura que a prioridade vai ser sempre doar refeições nas ruas e, por isso, caso se mantenha a situação atual a associação “pode-se ver obrigada a encerrar algumas respostas nomeadamente as de primeira linha como apartamentos e o centro de alojamento, que abrigam neste momento cerca de 80 pessoas”.

As dificuldades estendem-se a outras instituições. Apesar de ainda não estar a passar por problemas económicos a associação CASA – Centro de Apoio ao Sem Abrigo adianta à Renascença que se se mantiver o crescente número de novos pedidos de ajuda, a associação deixar de conseguir dar resposta a todas as pessoas.

De acordo com o responsável pela CASA, Nuno Jardim, grande parte dos novos pedidos tem partido de famílias de classe média.

A Renascença contactou o Ministério do Trabalho Solidariedade e Segurança Social e da Saúde para saber se vão ser feitas atualizações, mas ainda não obteve resposta.

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