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Numa conferência de imprensa em Bruxelas, Von der Leyen explicou que a Comissão Europeia negociou a extensão do contrato com a Pfizer e BioNTech, à qual já adquirira 300 milhões de doses da vacina, permitindo assim duplicar esse número.

Com o novo acordo poderemos comprar um total de até 300 milhões de doses adicionais da vacina da BioNTech/Pfizer. Por outras palavras, isto permitirá duplicar o montante das doses da BioNTech/Pfizer", indicou a presidente do executivo europeu.

Salientou ainda que 75 milhões destas doses adicionais estarão disponíveis "já a partir do segundo trimestre", sendo as restantes entregues no terceiro e no quarto trimestres.

Com as vacinas da Pfizer e BioNTech já garantidas, associadas às 150 milhões de doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica Moderna - a segunda a ser aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) e pela Comissão para utilização na UE -, Bruxelas já garantiu assim "um número de doses que permite vacinar 380 milhões de europeus, mais de 80% da população europeia", sublinhou Von der Leyen.

"Temos muitos projetos para o ano de 2021 e isso é particularmente verdadeiro para a reconstrução económica. Mas tudo isso pressupõe que vamos conseguir vencer a pandemia. Para tal, devemos vacinar o maior número de europeus e europeias o mais rapidamente possível. E por isso é que estou feliz com este desenvolvimento muito positivo hoje", afirmou.

Von der Leyen reiterou que "outras vacinas se seguirão nas próximas semanas e meses".

"Esta carteira de vacinas permitiria à UE não só cobrir as necessidades de toda a sua população, mas também fornecer vacinas aos países vizinhos", avança a Comissão Europeia em comunicado oficial.

A presidente da Comissão Europeia mostra-se muito satisfeita com este acordo, mas esclarece que os estados-membro não estão autorizados a negociar individualmente com as farmacêuticas.

As próximas vacinas da Pfizer que chegarem a Portugal vão dar para mais doses

A farmacêutica garante que cada frasco dá para seis e não para cinco doses, como tem acontecido até agora, mas a aplicação da medida depende de uma norma da DGS que deve ser publicada em breve, de acordo com fonte da DGS, logo que a Autoridade Europeia do Medicamento dê indicação nesse sentido.

Ao que a Renascença apurou no Centro Hospitalar Lisboa Norte - que inclui o Santa Maria - as próximas doses, que já saem preparadas da farmácia hospitalar, já respeitam esta indicação e cada frasco vai dar para seis doses.

Até agora, e de acordo com o jornal Expresso, as doses que foram desperdiçadas dariam para vacinar mais seis mil portugueses.

Na terça-feira, o executivo comunitário autorizou a comercialização da vacina da Moderna para a Covid-19 na UE, após o aval do regulador europeu àquele que é o segundo fármaco contra o novo coronavírus permitido no espaço comunitário.

A vacina da Moderna, com uma eficácia comprovada superior a 90%, foi a segunda a ter aval da EMA, após a aprovação, a 21 de dezembro de 2020, do fármaco desenvolvido pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que está a ser utilizado no espaço europeu desde 27 de dezembro.

Tal como a vacina da Pfizer e BioNTech, a da Moderna é administrada por duas injeções no braço separadas no tempo, tendo neste caso 28 dias de intervalo.

Segundo o executivo comunitário, a Moderna vai disponibilizar à UE o montante total de 160 milhões de doses da vacina entre o primeiro e o terceiro trimestres de 2021, como anteriormente acordado entre Bruxelas e a farmacêutica.

A Comissão Europeia já tem uma carteira com seis outras potenciais vacinas, que além destas duas incluem as desenvolvidas pela AstraZeneca, Sanofi-GSK, Johnson & Johnson e CureVac.

Até ao momento, apenas a Moderna e a Pfizer e BioNTech pediram autorização à EMA.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.884.187 mortos resultantes de mais de 87,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.472 pessoas dos 456.533 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.