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O que é a Jornada Mundial da Juventude?

23 jan, 2019 - 14:02 • Filipe d'Avillez

Acontecem de dois em dois ou de três em três anos, juntam milhões de jovens e contam sempre com a presença do Papa.
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Por estes dias centenas de milhares de jovens convergem no Panamá para um encontro católico que culminará numa missa com a presença do Papa Francisco. Trata-se de mais uma Jornada Mundial da Juventude, uma tradição que começou formalmente em Buenos Aires, em 1987.

Desde essa altura, esta é a 14ª vez que acontece um encontro desta natureza, sempre com a presença do Papa.

Embora a primeira Jornada Mundial da Juventude tenha tido lugar em Buenos Aires, em 1987, a ideia começou a surgir três anos antes, quando milhares de jovens foram a Roma participar no Jubileu da Juventude com o Papa João Paulo II. Nessa altura o Papa polaco entregou aos jovens uma cruz de madeira, que continua a ser um dos principais símbolos das JMJ.

João Paulo II decidiu então que todos os anos haveria uma jornada da juventude, que seria assinalada em cada diocese do mundo. Em 1986 organizou-se um encontro desses em Roma, mas que tinha um caráter diocesano. Mas estava já criada a dinâmica que levaria a que em 1987 se desafiasse todos os jovens católicos do mundo a ir a Buenos Aires.

A partir desse ano, sempre com dois ou três anos de intervalo, foram-se assinalando as Jornadas Mundiais da Juventude em diferentes cidades. A Polónia é o único país que já recebeu as JMJ duas vezes.

O que acontece numa JMJ?

Embora a jornada propriamente dita seja um dia, assinalada com um encontro de grandes dimensões com o Papa, para a maioria dos jovens o evento estende-se ao longo de uma semana, ou mais.

Tudo começa com os dias nas dioceses, em que os jovens participantes são integrados em paróquias em várias dioceses à volta do país, ficando assim a conhecer melhor o país e a vida da Igreja. Na própria semana da JMJ os jovens vão para a diocese organizadora e são acolhidos em casas particulares, ou então ficam a dormir em ginásios, pavilhões e escolas. Todos os dias há catequeses em diferentes pontos da cidade e em diferentes línguas, para além de outras atividades, como a via-sacra.

O ponto alto de cada JMJ é a vigília e missa de envio, que tem contado sempre com a presença do Papa e que se realiza ao ar livre.

Tradicionalmente, as JMJ alternam entre a Europa e um local fora da Europa, embora isto não seja regra. No final da jornada o Papa anuncia onde se vai realizar a próxima.

As jornadas foram uma inspiração do Papa João Paulo II, que tinha uma excelente relação com os jovens. A começar em Buenos Aires, João Paulo II presidiu a oito jornadas.

O seu sucessor, Bento XVI, esteve nas jornadas de Colónia, logo no ano em que foi eleito, de Sidney em 2008 e em Madrid em 2011. No ano em que resignou, sendo substituído por Francisco, as jornadas foram organizadas no Rio de Janeiro, pelo que estas foram as primeiras a que presidiu o Papa Francisco. O argentino esteve ainda nas jornadas de Cracóvia, em 2016 e vai agora para o Panamá, para as de 2019.

Embora não haja números certos, as jornadas de Manila, nas Filipinas, em 1995 terão sido as mais participadas, reunindo vários milhões de pessoas num ambiente de grande festa.

Comentários
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  • Regina Silva
    23 jan, 2019 Coimbra 14:50
    Itália e Espanha também já receberam a JMJ duas vez. Itália (Roma) em 1986 e 2000 e Espanha em 1989 (Santiago de Compostela) e 2011(Madrid). Apesar de ser diocesana a JMJ de 1986 conta como a 1ª JMJ Mundial http://www.vatican.va/gmg/years/gmg_1986_po.html