Governo assina protocolo para acompanhar e apoiar refugiados

24 set, 2012 • Celso Paiva Sol

Teresa Tito de Morais, presidente do Conselho Português para os Refugiados, mostra-se satisfeita com a solução encontrada, até porque estava a ficar sem recursos para ajudar as 265 pessoas que acompanha actualmente.
Depois de oito meses de incertezas sobre que rumo iria ser dado aos refugiados e requerentes de asilo que se encontram em Portugal, que incluíram até uma invasão do Centro de Acolhimento da Bobadela, o Governo assinou esta segunda-feira um protocolo para tentar resolver o problema.

Os ministérios da Administração Interna e do Emprego e Formação Profissional, e outras seis entidades que trabalham nesta área, comprometem-se a garantir o acolhimento e acompanhamento de quem procura ajuda em Portugal.

Teresa Tito de Morais, presidente do Conselho Português para os Refugiados, mostra-se satisfeita com a solução encontrada, até porque estava a ficar sem recursos para ajudar as 265 pessoas que acompanha actualmente.

“A situação dos refugiados em Portugal agravava-se de dia para dia. É uma situação que já se arrasta há vários meses e portanto conduziu a situações de grande tensão dentro do centro de acolhimento”, constata.

“Agora assinámos o protocolo que só tenho de saudar, mas volto a dizer que a sua implementação é fundamental, porque cada dia que passa é um dia em que não estão articuladas todas as respostas.”

Teresa Tito Morais quer acreditar que o protocolo assinado fará com que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa volte a fazer a sua parte no apoio aos refugiados e que todas as outras entidades que assinaram o documento se empenhem na procura de soluções, nomeadamente no que diz respeito ao mercado trabalho e à habitação destas pessoas.