Tempo
|

Papa confirma críticas a religiosas americanas

15 abr, 2013

A Congregação para a Doutrina da Fé realça todo o trabalho de valor feito pelas religiosas associadas ao Leadership Conference of Women Religious, mas realçou os deveres de obediência e fidelidade ao magistério da Igreja.

Papa confirma críticas a religiosas americanas
O Papa Francisco está a par do processo envolvendo a maior organização de representantes de ordens religiosas femininas nos Estados Unidos e concordou com as críticas apresentadas na análise doutrinal feita por representantes do Vaticano.

A informação foi transmitida na manhã desta segunda-feira, após o primeiro encontro entre a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) e a Leadership Conference of Women Religious (LCWR), uma organização que representa a maioria das ordens religiosas femininas nos EUA.

A organização foi investigada pela Igreja, por ordem do Vaticano, por suspeita de divergência doutrinal em várias áreas, como a ordenação de mulheres, propagação de “feminismo radical” e um silêncio em assuntos como a defesa da vida.

Nesta primeira reunião entre o prefeito da CDF, o arcebispo Gerhard Müller e representantes da LCWR, Müller fez questão de começar por realçar o muito trabalho de valor que as religiosas americanas têm desempenhado na área do trabalho com os pobres e na educação, por exemplo.

Contudo, o prefeito recuperou os ensinamentos do Concílio Vaticano II sobre as ordens religiosas, recordando que elas têm o dever de “promover a visão de comunhão eclesial fundada sobre a fé em Jesus Cristo e os ensinamentos da Igreja, veiculados ao longo dos tempos sob orientação do magistério”.

Em comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé pode ler-se que o arcebispo Müller “discutiu recentemente a análise doutrinal com o Papa Francisco, que reafirmou as suas conclusões bem como o programa de reforma” proposta.

No site da LCWR encontra-se um comunicado que também dá conta das conversações, informando apenas que estas foram “francas e abertas” e manifestando a esperança de que elas possam “dar fruto para o bem da Igreja”.