Jacinto Lucas Pires-Henrique Raposo
Um escritor, dramaturgo e cineasta e um “proletário do teclado” e cronista. Discordam profundamente na maior parte dos temas. À segunda e quarta, às 9h15
A+ / A-
Arquivo
Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo - Lista de devedores do Banco de Portugal - 17/07/2019
Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo - Lista de devedores do Banco de Portugal - 17/07/2019

J. Lucas Pires

Lista dos grandes devedores à banca. "É uma transparência opaca"

17 jul, 2019 • Miguel Coelho com Redação


Comentadores da Renascença dizem o que pensam sobre o documento divulgado pelo Banco de Portugal. Na lista não consta o nome dos clientes incumpridores, o que implica limitações na interpretação dos dados.

O escritor Jacinto Lucas Pires considera que a publicação da lista dos grandes devedores à banca, tal como foi feita, representa "uma transparência opaca". Em causa está a divulgação, por parte do Banco de Portugal, da lista de entidades que mais devem à banca. Uma lista que, no entanto, não apresente o nome dos clientes incumpridores.

"É essencial sabermos o que é que anda a ser feito com o o dinheiro de todos que pode ser utilizado par ao bem comum de outras formas", diz o comentador da Renascença.

Na mesma linha, o comentador Henrique Raposo considera que o documento "não acrescenta absolutamente nada". Raposo critica sobretudo a ausência de nomes, em concreto dos responsáveis pela concessão de créditos. Critica ainda a relação que existe entre o Banco de Portugal e as restantes instituições bancárias.

O regulador "tem de ser um polícia dos bancos", afirma, contestando a proximidade dos profissionais do setor que "uma vez trabalham no Banco de Portugal, depois vão trabalhar para um banco, mas depois voltam".

"Isto é tudo muito pouco claro", remata.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.