|

 Casos Ativos

 Suspeitos Atuais

 Recuperados

 Mortes

Jacinto Lucas Pires-Henrique Raposo
Um escritor, dramaturgo e cineasta e um “proletário do teclado” e cronista. Discordam profundamente na maior parte dos temas. À segunda e quarta, às 9h15
A+ / A-
Arquivo
Duas “más soluções” para a TAP. Algarve “só depende 3%” da transportadora
Duas “más soluções” para a TAP. Algarve “só depende 3%” da transportadora

H. Raposo/J. Lucas Pires

Duas “más soluções” para a TAP. Algarve “só depende 3%” da transportadora

01 jul, 2020 • Marta Grosso , Miguel Coelho (moderação do debate)


Henrique Raposo e Jacinto Lucas Pires comentam (e discordam) a hipótese de nacionalizar a TAP. Sobre as críticas de Medina, são unânimes: é pena que tenha sido o presidente da Câmara a “pôr a boca no trombone”.

Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo consideram que, quer a nacionalização quer a manutenção da atual situação da transportadora aérea portuguesa, são “más opções” para o país.

Henrique Raposo diz não estar disposto “a pagar pela TAP” e defende que a solução menos má “é não enterrarmos mais dinheiro” na empresa, até porque “o avião vai deixar de ser tão essencial, quer para os negócios quer para o turismo”.

No entender deste comentador do programa As Três da Manhã, os portugueses já estão “a pagar o Novo Banco, o BPN” e têm “uma carga fiscal que asfixia. Não quero pagar mais buracos financeiros”.

Para sustentar ainda mais a sua posição, Henrique Raposo sublinha que “a TAP só é responsável por 3% do turismo que chega ao aeroporto de Faro”, pelo que o fim da transportadora nacional não significa “o fim do turismo em Portugal”.

Jacinto Lucas Pires concorda que as duas soluções são más, mas considera que a menos má é “uma nacionalização em que o Estado injeta dinheiro, mas depois os contribuintes ficam com uma palavra a dizer sobre que companhia querem para o país”.

“Temos de ser donos do nosso destino também na aviação”, afirma, criticando a opção de “injetar dinheiro para os privados terem lucros, fazendo eles as restruturações que quiserem, em que os custos económicos e sociais serão ainda maiores e, aí sim, em modo Novo Banco”.

As críticas de Fernando Medina às autoridades de saúde, nomeadamente Direção-Geral de Saúde, os dois comentadores mostram-se mais afinados.

“É pena que tenha de ser o presidente da Câmara e da Área Metropolitana de Lisboa a pôr a boca no trombone. De facto, as coisas não estão a funcionar. Os diagnósticos não funcionaram”, afirma Jacinto Lucas Pires.

“Parece que o diagnóstico está sempre atrás da doença”, acrescenta.

Henrique Raposo considera que Medina disse que aquilo que António Costa agora não consegue dizer por estar desgastado e “frágil”. E defende a demissão da ministra da Saúde e do seu secretário de Estado. António Lacerda.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • João Lopes
    02 jul, 2020 10:48
    Não se justifica haver uma companhia de aviação portuguesa. Há muita oferta de empresas internacionais. Não podemos permitir que todos os portugueses sejam obrigados a manter este "poço sem fundo" com os seus impostos...