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Jacinto Lucas Pires-Henrique Raposo
Um escritor, dramaturgo e cineasta e um “proletário do teclado” e cronista. Discordam profundamente na maior parte dos temas.
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Aumentos na TAP “são imorais”. “É preciso um mínimo de respeito” - Henrique Raposo e Jacinto Lucas Pires

H.Raposo/J. Lucas Pires

Aumentos na TAP “são imorais”. “É preciso um mínimo de respeito”

30 dez, 2020 • Marta Grosso , Anabela Góis (moderação do debate)


Henrique Raposo e Jacinto Lucas Pires comentam os aumentos salariais para gestores da TAP e o arranque da vacinação contra a Covid-19 nos lares.

“São imorais” os aumentos salariais concedidos a gestões da transportadora aérea portuguesa, defende Henrique Raposo nesta quarta-feira de manhã.

Com a passagem a CEO interino da TAP, Ramiro Sequeira passou a auferir 35 mil euros brutos por mês – um valor que é quase o dobro do que ganhava no cargo anterior, que acumula com as novas funções.

“Passou a ter duas funções, mas está no meio de uma empresa que está a despedir milhares de pessoas. Não é possível, não é aceitável”, defende o comentador do programa As Três da Manhã.

“O mínimo que se exigia numa empresa que está a despedir em massa era não aceitar estes aumentos, que, nestes contextos, são imorais”, reforça.

Jacinto Lucas Pires concorda e admite que recebeu a notícia “com choque”.

“O Presidente fala de bom senso, mas eu diria que é preciso um mínimo de respeito pelos trabalhadores e todas as pessoas. A equidade e proporcionalidade são valores de gestão”, sublinha, considerando que a administração da TAP “parece viver num mundo paralelo”.

Outro assunto em debate foi a vacinação contra a Covid-19 nos lares de idosos. Segundo a ministra da Saúde, avançará na primeira semana de janeiro nos concelhos com maior risco de contágio.

“Penso que foi a decisão mais correta”, afirma Jacinto Lucas Pires, considerando que “deve haver informação clara sobre critérios para não haver a sensação de que as pessoas ficam para trás”.

Henrique Raposo também considera importante o início da vacinação, mas sublinha: é “importante dizer às pessoas que estas vacinas não são a bala de prata que vem resolver tudo”.

“Passei este ano a alertar para o excesso do confinamento e acho que vou passar 2021 a alertar para as vacinas”, prevê com humor.

“Esta vacinas não são como as do sarampo. Uma pessoa vacinada não deixa de contaminar ou ser infetada. A infeção não vai terminar. O que faz é diminuir a mortalidade, o que já é muito bom”, destaca.

Este foi o último debate com Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo nas Três da Manhã.

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  • Cidadao
    30 dez, 2020 Lisboa 14:20
    E não só. Fala-se que alguns rejeitaram esses aumentos - também pudera, depois dos escândalo publico que houve em torno desta questão. Vejam lá é se não recebem esses aumentos por outra via mais dissimulada, tipo "ajudas de custo", "subsídio tratamento da caspa...", etc. Políticos - e eles dizem-se gestores, mas são políticos - são férteis em esquemas destes.