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João Almeida acaba em 4.º lugar e é o melhor português de sempre na Volta a Itália

25 out, 2020 - 15:28 • Redação

É o melhor resultado de um português nas principais provas por etapas de ciclismo, desde Joaquim Agostinho, que fez segundo e terceiro lugar nas voltas a Espanha e França. Rúben Guerreiro conquista camisola da montanha. Vitória final para o britânico Tao Geoghengan Hart, da Ineos.

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O português João Almeida (da Deceuninck–Quick-Step) termina o contrarrelógio de Milão em 17.57 minutos, quarto tempo, e fecha a Volta a Itália em bicicleta no quarto lugar da geral, a 2.57 da frente.

O jovem, de 22 anos, brilhou na sua primeira grande volta da carreira e faz o segundo melhor resultado de sempre de um ciclista português. Esteve 15 dias na liderança da prova.

Melhor na geral só os dois terceiros lugares de Joaquim Agostinho, um na Volta a Espanha e um na Volta a França.

A vitória final no Giro acabou por sorrir a Tao Geoghengan Hart, da Ineos, que ultrapassou Jai Hindley (Sunweb) nos 15 quilómetros finais. É a primeira vitória numa grande volta para este jovem britânico de 25 anos. Entre primeiro e segundo a distância ficou nos 39 segundos.

No contrarrelógio venceu Filippo Ganna, que já tinha sido o mais rápido nos dois contrarrelógios anteriores (e ainda conquistou uma etapa em linha).

Destaque ainda para o outro português em prova. Rúben Guerreiro venceu uma etapa e conquistou a camisola da montanha. É a primeira vez que um ciclista luso conquista uma das camisolas de uma grande volta.

No final desta Volta a Itália de 2020, João Almeida disse que espera "um dia voltar a vestir a camisola" de líder, que usou 15 dias nesta 103.ª edição.

"Até ao final, era preciso lutar e sofrer. Foi um dia duro, com 15 quilómetros a 'top'. Estou muito feliz", atirou o ciclista, em declarações aos jornalistas após a 21.ª e última etapa, um contrarrelógio até Milão.


"Fizeram história"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou João Almeida (Deceuninck-QuickStep), quarto na geral final da Volta a Itália, e Ruben Guerreiro (Education First), vencedor da classificação da montanha, por terem feito "duas prestações extraordinárias".

Numa nota publicada no site da Presidência, é notado que os dois ciclistas "fizeram história com duas prestações extraordinárias que durante as últimas três semanas empolgaram todos os portugueses".

"Estes registos constituem a melhor prestação de sempre de ciclistas portugueses no Giro, fizeram jus à história do ciclismo nacional, honraram o nome de Portugal e merecem o reconhecimento do Presidente da República", afirma Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro-ministro, António Costa, também deu os parabéns aos dois ciclistas portugueses através de uma mensagem nas redes sociais e fala num dia histórico.

“Foi com grande emoção que acompanhámos as prestações dos ciclistas portugueses no Giro de Itália. As minhas felicitações a João Almeida, pelo resultado histórico, e a Rúben Guerreiro, pela conquista da camisola azul. Dia histórico, de orgulho para o ciclismo português. Parabéns!”

O secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo, considera que “o ciclismo português está de parabéns, pelas brilhantes prestações de João Almeida e Ruben Guerreiro no Giro de Itália, e pelo título de Tiago Ferreira, que se sagrou vice-campeão do mundo de BTT (XCM), hoje na Turquia. Dias como este enchem-nos de orgulho e de esperança no futuro”.

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  • Ivo Pestana
    25 out, 2020 Funchal 17:07
    Parabéns João e um dia serás primeiro.