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Presidente do Comité Olímpico de Portugal espera que caso Marega "agite as consciências"

17 fev, 2020 - 17:15 • Redação

José Manuel Constantino assinala que "todas as semanas em muitos recintos desportivos há manifestações de racismo com a total complacência das autoridades de segurança".

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O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, espera que o caso Marega "agite as consciências" e leve as mais altas instâncias a tomar medidas mais eficientes no combate ao racismo no desporto português.

Em comunicado, José Manuel Constantino assinala que "todas as semanas em muitos recintos desportivos há manifestações de racismo com a total complacência das autoridades de segurança". Para o presidente do COP, o que distinguiu o caso Marega de tantos outros porque o avançado do FC Porto "decidiu não tolerar mais" os insultos racistas de que estava a ser alvo e abandonar o relvado, aos 71 minutos da visita ao Vitória de Guimarães.

"É bom que tomemos consciência de que os temas do racismo, da violência, da xenofobia, do assédio sexual, da manipulação de resultados, da dopagem não podem ser motivo de preocupação só quando são mediatizados. (...) Que os lamentáveis incidentes ocorridos em Guimarães agitem as consciências e nos permitam perceber que é longo o caminho a percorrer para erradicar da sociedade portuguesa comportamentos violadores dos mais elementares direitos humanos. Para isso é necessário, todos, fazermos muito mais e melhor", escreveu o dirigente desportivo, esta segunda-feira.

José Manuel Constantino espera que as autoridades públicas e desportivas "adotem medidas de combate ao problema" que vão para além do caso Marega, "designadamente em contexto em que a legislação portuguesa continua a estimular e a legalizar fenómenos identitários que são um alfobre de intolerância, violência e racismo".

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