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Julgamento do ataque à Academia do Sporting arranca a 18 de novembro

11 set, 2019 - 17:22 • Redação, com Lusa

Processo vai ser julgado no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, por "questões de logística e de segurança".
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O início do julgamento do processo do ataque à academia de futebol do Sporting, em Alcochete, com 44 arguidos, entre os quais o ex-presidente Bruno de Carvalho, está agendado para 18 de novembro, no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

A informação foi avançada esta quarta-feira à Renascença por fonte judicial, a qual explicou que o julgamento, que pertence ao Tribunal de Almada, se irá realizar no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, por "questões de logística e de segurança".

Segundo a mesma fonte, estão agendadas sessões até abril de 2020, sempre com três sessões por semana, exceto em janeiro, mês em que haverá duas sessões semanais.

Em 1 de agosto, o juiz de instrução criminal (JIC) Carlos Delca pronunciou (decidiu levar a julgamento) todos os arguidos nos exatos termos da acusação do Ministério Público, deduzida pela procuradora Cândida Vilar, depois de vários arguidos requererem abertura de instrução, fase facultativa que visa decidir por um JIC se o processo segue e em que moldes para julgamento.

Dos 44 arguidos, apenas o líder da claque Juventude Leonina (Juve Leo), Nuno Mendes, conhecido como 'Mustafá', permanece em prisão preventiva, enquanto outros 37 arguidos estão em prisão domiciliária.

Bruno de Carvalho está sujeito à medida de coação de apresentações quinzenais às autoridades.

Em 15 de maio de 2018, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na academia do clube, em Alcochete, distrito de Setúbal, por um grupo de alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos, jogadores e 'staff'.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à academia do Sporting, o Ministério Público (MP) imputa-lhes na acusação a coautoria de crimes de terrorismo, 40 crimes de ameaça agravada, 38 crimes de sequestro, dois crimes de dano com violência, um crime de detenção de arma proibida agravado e um de introdução em lugar vedado ao público.

Bruno de Carvalho, o líder da claque Juve Leo e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada, 38 de sequestro, um crime de detenção de arma proibida e crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados.

'Mustafá' vai responder também por um crime de tráfico de droga.


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