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BE ataca "legado da maioria", mas poupa Pedro Nuno Santos

01 mar, 2024 - 08:30 • Isabel Pacheco

Mariana Mortágua insiste que há um legado socialista a reparar, mas sobre Pedro Nuno Santos nem uma palavra.

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Ao quinto dia de campanha, a líder do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, saiu às ruas de Lisboa para falar de habitação, uma das bandeiras do partido nesta campanha, e apontar culpas ao PS e PSD pelo “pacto” que levou à crise no setor.

É um dos problemas com assinatura da maioria socialista a quem Mariana Mortágua está determinada a ir buscar eleitorado.

A ideia de que o BE é o único partido com força para “curar as feridas” da maioria socialista não é um argumento novo. Mas, o tom da líder bloquista ficou mais afinado e diz ao que vem: apelar ao voto dos “enganados da maioria”.

É entre os descontentes e os arrependidos que votaram PS nas últimas legislativas que o Bloco está a apostar as fichas, quando a mais recente sondagem revela que, a pouco mais de uma semana da ida às urnas, são cada vez mais os indecisos.

Críticas diretas ao secretário-geral do PS e candidato a primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos, ainda não ouvimos da líder bloquista, ou não fosse ele um possível futuro parceiro para uma “Geringonça 2.0”.

Mariana Mortágua prefere insistir no “legado da maioria socialista” que é preciso reparar e que é o Bloco de Esquerda que tem as “soluções”.

O certo é que a campanha ainda não vai a meio e outras vozes bloquistas se farão ouvir nos próximos dias. Depois de Joana Mortágua, cabeça de lista por Setúbal e do historiador Fernando Rosas, aguardam-se as intervenções da ex-coordenadora do partido, Catarina Martins, a eurodeputada e cabeça de lista pelo Porto, Marisa Matias, e de Francisco Louçã, um dos fundadores do partido.

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  • Anastácio José Marti
    01 mar, 2024 Lisboa 12:57
    O BE tem de assumir que cavou a sua própria sepultura ao ter aceite sido muleta do PS, pois basta comparar as multidões que o BE movimentou nos tempos de Catarina e os que movimenta atualmente, será que nem copiar sabem ou só copiam o que não devem copiar? Enquanto os problemas nacionais que há muito se verificam não foram trazidos para as suas manifestações e comícios, tais como: 1 Que todo o trabalhador se possa aposentar sem ser penalizado desde que tenha 40 anos de desconto, o que já tendo falado nada fizeram para que passasse a lei. 2- Para que seja devolvido aos funcionários públicos os Subsídios de Férias e de Natal por inteiro, o que desde a saída da Troika não acontece, continuando uma década após a saída da Troika a fazerem incidir sob tais subsídios os descontos para o IRS, ADSE, CGA, etc, sem que tais descontos se façam refletir na carreira contributiva de quem trabalha. 3 - Repararem a desonestidade intelectual, ainda hoje imposta a todos os trabalhadores DEFICIENTES quando é exigido a estes não só que tenham pelo menos 80% de incapacidade, mas também, que essa incapacidade exista há pelo menos 15 anos como se algum ser humano se aguentasse a trabalhar durante pelo menos 15 anos com um grau de incapacidade tão elevado. Enquanto estas vergonhas nacionais e outras não forem reparadas, denunciadas até serem reparadas, jamais a CDU terá motivos para esperar dos portugueses a confiança de que necessita, para merecer o voto dos portugueses, vítimas destas vergonhas.

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