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Legislativas. Mortágua diz que PS "tem de ser claro" quanto a compromissos

26 jan, 2024 - 09:18 • Susana Madureira Martins , João Malheiro

"Não vai haver maiorias absolutas. Não acredito que vá haver uma maioria de Direita. Por isso, é preciso entendimentos à Esquerda", afirma líder do Bloco de Esquerda.

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Mariana Mortágua na Renascença. Coordenadora do BE diz que PS "tem de ser claro" quanto a compromissos
Mariana Mortágua na Renascença. Coordenadora do BE diz que PS "tem de ser claro" quanto a compromissos

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O PS "tem de ser claro" quanto a compromissos para acordos pós-eleitorais antes de se apresentar a votos, diz a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, em entrevista à Renascença.

A líder bloquista defende que não se pode pensar no que acontecerá depois das eleições "como um jogo político, mas mais como compromissos que cada partido pode fazer".

"Não vai haver maiorias absolutas. Não acredito que vá haver uma maioria de Direita. Por isso, é preciso entendimentos à Esquerda", refere Mariana Mortágua.

"O PS não se pode candidatar acusando o PSD de ter um acordo escondido com o Chega e não dizer o que vai fazer a seguir às eleições", aponta, também.

Demissão de Miguel Albuquerque é "inevitável"

Mariana Mortágua defende que a demissão de Miguel Albuquerque do Governo Regional da Madeira "é inevitável" e que, de seguida, "convocação de eleições é a única solução possível".

A líder do Bloco de Esquerda critica, ainda, o PAN por se ter esquecido dos problemas ambientais para dar apoio ao governo de Albuquerque, quando, durante as eleições, "fez campanha contra a maioria do PSD".

Mariana Mortágua considera que há uma "larga maioria" em volta da Lei da Eutanásia e refere que "não se compreende" que o PS não a tenha regulamentado.

Questionada sobre se uma maioria de Direita podia deitar por terra a lei da morte medicamente assistida, a líder do BE responde que "cairia por terra muitos direitos e conquistas".

A coordenadora bloquista voltou a defender uma prestação social que abrange pessoas que não recebem nem subsídio de desemprego, nem o Rendimento Social de Inserção (RSI).

"A ideia final é que, numa primeira fase, apanhar estas pessoas que não têm nenhuma prestação e que ficam de fora, são residuais, mas ficam de fora das prestações, para depois criar uma prestação que não tem nada a ver com o rendimento básico incondicional. Na verdade, é uma prestação social que junta quem está hoje no RSI, no subsídio social de desemprego, tentando acabar com uma estigmatização que existe relativamente a essas prestações que têm servido como uma arma de arremesso por parte da extrema-direita", diz.

Questionada sobre se isso não seria aumentar mais a subsidiodependência em Portugal, Mortágua responde que "a maior subsidiodependência que eu tenho visto neste país é a da EDP, que lucra com as rendas que são pagas por todos os consumidores e que não paga aos seus impostos quando faz negócios milionários".

Mariana Mortágua esteve esta sexta-feira nos estúdios da Renascença, onde respondeu às questões da jornalista Susana Madureira Martins e, depois, será alvo do "Desculpa, mas vais ter de Perguntar", com Joana Marques, Inês Lopes Gonçalves e Ana Galvão.

A entrevista foi transmitida em antena e pode ser acompanhada no YouTube da Renascença.

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  • Luiz
    26 jan, 2024 SANTO ANTÓNIO DOS CAVALEIROS 17:46
    O Morta água, tu és bem clara, entre um governo democratico Socialista ou um de direita, optas por chumbar o primeiro e viabilizar o segundo!
  • Timbo Caspite
    26 jan, 2024 Lisboa 15:04
    Mortágua, Costa, Nuno, Montenegro são mais do mesmo. Políticos de carreira que apenas jogam para manter-se em evidência. É hora de dar um basta! CHEGA dos mesmos!

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