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Jornada Mundial da Juventude 2023

Marcelo pede JMJ “simples e não-triunfalista” que siga "exemplo” do Papa Francisco

26 jan, 2023 - 12:54 • Tomás Anjinho Chagas

Presidente da República diz que será “incompreensível” se a Jornada não respeitar o "pensamento do Papa”. Depois de se saber que o palco-altar vai custar mais de 4 milhões, Marcelo pede um evento que não seja “espaventoso”.

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O Presidente da República pede uma Jornada Mundial da Juventude “simples, pobre e não-triunfalista”, à imagem do “pensamento” do Papa Francisco.

Na sequência da notícia de que o palco-altar vai custar mais de 4 milhões de euros + IVA aos cofres da Câmara Municipal de Lisboa, Marcelo pede contenção e simplicidade nas escolhas.

“O que os portugueses esperam é que, nos pormenores [a JMJ] corresponda ao pensamento do Papa. O Papa caracteriza-se por defender uma visão simples, pobre e não-triunfalista”, introduziu o Presidente em declarações à margem de um evento no antigo Museu dos Coches. E seguiu:

“Ele próprio é o exemplo de uma forma de ser e pensar que, mesmo que não estivéssemos em guerra e na situação social em que nos encontramos, convida à simplicidade”. E apresentados os argumentos, o Chefe de Estado pressiona as entidades envolvidas a que esse “exemplo” seja seguido.

“Certamente que a solução final que será encontrada para as várias cerimónias, procurará uma fórmula de respeitar isso que é o pensamento do Papa”, atira o chefe de Estado.

Marcelo, que tem sido um entusiasta do evento, lembra que a Jornada Mundial da Juventude é “importante para a projeção da imagem e Portugal”, mas avisa que é preciso “respeitar o período em que nos encontramos”.

Por isso, o Presidente pede que tudo seja desenhado em linha com o “exemplo” do Papa Francisco: “contrário ao que é espaventoso”.

“Seria muito estanho que, um Papa que quer dar uma imagem de pobreza, austeridade e contra o espavento, viesse a não ter um acolhimento correspondente àquilo que é o seu pensamento”, sublinha Marcelo Rebelo de Sousa.

Numa altura em que ainda se acertam os detalhes dos vários eventos que compõem a semana da JMJ em Lisboa, de 1 a 6 de agosto, o Presidente da República insta os organizadores a “prestar contas”.

“É importante para os portugueses saber exatamente quais são as contas do que se vai realizar, daquilo que se vai realizar, qual é o programa definitivo", pressiona o Presidente.

Investimento de até €35 milhões com retorno para Lisboa

O presidente da Câmara de Lisboa disse entretanto que o investimento da autarquia na JMJ Lisboa irá até aos 35 milhões de euros, dinheiro esse que acabará por se traduzir em mais "milhões" para a cidade de Lisboa.

"Nós vamos investir até 35 milhões de euros, esse é o ponto. O ponto aqui não é os 4 [milhões dispendidos no altar-palco] nem 5 nem 6, nós vamos investir 35 milhões e vamos fazê-lo com consciência, porque se nós olharmos para os resultados de Madrid -- podem perguntar à senhora presidente da comunidade -- vamos ver o que é que isto traz para a cidade, quantos milhões de euros é que vamos produzir."
Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura de um memorando de entendimento com Madrid, e que contou com a presença da presidente da comunidade autónoma Isabel Diaz Ayuso, Carlos Moedas adiantou:
"Fui para além do que a lei diz. Tudo isto começa em 2019, eu quando chego em 2021 tenho de olhar para a frente e ter as coisas prontas, não pode falhar nada nem vai falhar."
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  • ze
    26 jan, 2023 aldeia 19:29
    Portugal é uma país rico,não temos petróleo,não temos diamantes,não temos industrias,mas temos um RICO povo que não se importa de pagar tudo e mais alguma coisa.

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