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Notícia Renascença

Câmara de Lisboa vai contratar 220 trabalhadores para recolha do lixo

21 set, 2022 - 15:05 • Tomás Anjinho Chagas

Queixas de falhas na higiene urbana têm vindo a intensificar-se. Oposição saúda decisão, mas sublinha que a cidade “está mais suja que nunca”. Executivo de Carlos Moedas reforça em cerca de 20% a equipa de limpeza pública.

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A Câmara Municipal de Lisboa vai contratar, até ao final desta semana, 220 pessoas para a recolha de lixo. A informação é avançada pelo vice-presidente da autarquia lisboeta, Filipe Anacoreta Correia, à Renascença.

O centrista e número dois de Carlos Moedas revela que “este mês vamos formalizar a contratação de um reforço muito significativo dos recursos humanos na área do lixo”. A Renascença sabe que esse passo deve ser dado esta quinta-feira, altura em que vão ser contratados 220 trabalhadores para os quadros da Câmara. A maior parte são cantoneiros e uma minoria foi contratada para o cargo de motorista.

A oficialização, no final desta semana, assegura 284 pessoas com contrato efetivo, e a grande maioria vai ser alocada à limpeza pública. É um reforço que ronda os 20% na equipa que trabalha diretamente na recolha de lixo.

O aumento é oficializado numa altura em que as críticas sobem de tom em relação aos problemas na higiene urbana em Lisboa. No final de junho, o vereador responsável pela higiene urbana, Ângelo Pereira, admitiu “algumas falhas” e “deficiências” na recolha do lixo em Lisboa.

Na altura a oposição mostrou imagens de lixo acumulado nas ruas, o que levou Carlos Moedas a assumir que esse é um problema que “preocupa a todos”, e agora a agir.

PS acredita que Lisboa “está suja como nunca esteve”, critica “passa-culpas”, mas saúda contratação

O diagnóstico do problema é mais pessimista do que o que é feito pelo atual executivo. “A cidade está suja como nunca esteve nos últimos anos”, atira Pedro Anastácio, vereador do PS na CML, em declarações à Renascença.

“Isso também é algo que as pessoas que nos procuram nos dizem”, protege-se o socialista, que vê como “positivo” qualquer que seja o “reforço de meios”e “apoia” essa iniciativa.

Ainda assim, Pedro Anastácio critica a inação de Carlos Moedas pela forma como “não acionou” todos os meios que estavam à sua disposição para manter a cidade limpa.

E apesar de saudar a contratação de mais pessoas para a higiene urbana, o vereador do PS considera que “nada se vai resolver se nós não tivermos capacidade de olhar para as políticas de forma autocrítica”.

Pedro Anastácio acredita que o atual executivo tem procurado “expedientes” para não resolver o problema e dá o exemplo: “O Presidente da Câmara já responsabilizou um vereador do PCP pela perturbação do serviço de recolha”.

Quanto à reforma administrativa que colocou mais responsabilidades nas Juntas de Freguesia na área da higiene urbana, o vereador do PS acredita que a estratégia está correta e rejeita as críticas de Carlos Moedas

Problema não é novo, mas “agravou-se” com Moedas, diz PCP

“Não podemos dizer que o problema tenha nascido nos últimos meses”, alivia João Ferreira, vereador do PCP, que apesar disso, defende que “se agravou no último ano”.

À Renascença, ressalva que ainda não tem acesso ao número de pessoas que vão ser contratadas e por isso diz que “não está em condições de fazer a apreciação”. No caso de serem 220, João Ferreira mantém as dúvidas. “É difícil dizer se esse número colmata ou não as necessidades que existem”, relata.

João Ferreira acredita que o estado de sujidade da cidade é “um problema claramente de insuficiência de recursos humanos”, por isso acredita que contratar mais pessoal é um dos passos a serem dados.

O vereador comunista aponta também para “quebra da capacidade de resposta integrada da Câmara” como um dos principais fatores que podem explicar este problema. João Ferreira refere-se à reforma administrativa feita em 2012, que delegou para as Juntas de Freguesia uma parte das responsabilidades, entre as quais algumas na área da higiene urbana.

“Em vez de termos uma autarquia responsável, temos 25 Juntas responsáveis”, critica João Ferreira. Sobre essa reforma, distribui culpas entre o PS (que governava a CML em maioria na altura) por tê-la feito, e o PSD (que governa agora) e que ainda não a reverteu.

Por isso, para o PCP a solução não passa apenas por contratar mais pessoas para a recolha do lixo, passa também por uma “recentralização” das competências da Câmara no que à higiene urbana diz respeito.

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