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Pensionistas desagradados com proposta de fim da reforma aos 57 anos

04 abr, 2024 - 12:15 • Teresa Almeida , João Malheiro

Documento da Comissão para a Sustentabilidade da Segurança Social defende, ainda, um travão às reformas antecipadas.

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A associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) está desagradada com a proposta do fim da reforma aos 57 anos, sugerida pelo Livro Verde da Segurança Social.

O documento da Comissão para a Sustentabilidade da Segurança Social defende, ainda, um travão às reformas antecipadas.

À Renascença, a presidente da APRe! refere que esta proposta "é complicada", porque para quem tem 57 anos haverá dificuldades no mercado de trabalho.

"Aos 57 anos, a pessoa que finalizou o subsídio de desemprego é muito penalizada, em quase 50%. Mesmo assim, é melhor do que ficar sem receber nada", refere.

Maria do Rosário Gama pede, por isso, que a Segurança Social "proponha um apoio ao emprego para as pessoas nessa situação", para tentar colmatar o fim da reforma aos 57 anos.

A versão preliminar do Livro Verde da Segurança Social foi entregue ao Governo cessante. A versão final vai ser encaminhada para o novo Executivo.

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  • Armindo Giest
    04 abr, 2024 Gondomar 15:58
    Trabalhai meus escravos que eu preciso do vosso dinheiro, para alimentar a minha corja dos meus milionário a nao ficarem pobres, boa ok
  • Anastácio José Marti
    04 abr, 2024 Lisboa 14:15
    E no mínimo intelectualmente desonesto a decisão desta Comissão, primeiro, porque estamos todos num mesmo país que exige apenas e só dois mandatos aos deputados, e PR para levarem as reformas vitalícias que levam e querem impedir quem trabalha de se reformar antes da idade da reforma, se for essa a sua vontade e muitas vezes a sua necessidade? É totalmente desumano quererem alongar a vida profissional de quem trabalha, alegadamente por sustentabilidade da SS, mas os que defendem esta injustiça, nada fizeram até hoje, para que a nossa mocidade não nos abandonasse, e em consequência desse abandono, muitos dos descontos para a SS deixam de ser feitos por quem sente a necessidade de procurar melhores salários noutro país. É isto admissível? Basta aumentar os salários em geral e os da classe média em particular, para que esse aumento implique uma maior contribuição e receita da mesma SS, motivos pelos quais entendo que os elementos desta Comissão, não estão a ver o filme com olhos de ver, pois se o tivessem, em vez de propor aumentos da idade da reforma e impedir os que querem reformar-se de gozar o que lhes resta de vida como entendem, preocupem-se mais em não deixarem sair do país a classe jovem, pois só a permanência da mesma no país poderá dar solidez à SS, bastando muitas vezes, pagarem melhor para que os jovens não tenham a necessidade que têm hoje de procurar esses melhores ordenados e níveis de vida noutro país.

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