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Agricultores ameaçam com protestos em grandes cidades

06 fev, 2024 - 16:52 • Alexandre Abrantes Neves

O Movimento Civil dos Agricultores admite provocar dificuldades na produção e distribuição se o Governo não pagar apoios até ao final de fevereiro. Ministério da Agricultura garante que redução do ISP no gasóleo agrícola já foi aplicada.

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Os agricultores admitem protestos nas grandes cidades, se o Governo não pagar os apoios até ao final de fevereiro.

Em declarações à Renascença, o porta-voz do Movimento Civil dos Agricultores (MCA) avança que a redução de impostos sobre o gasóleo agrícola ainda não entrou em vigor, ao contrário do prometido pelos ministros das Finanças e da Agricultura. Fernando Medina e Maria do Céu Antunes tinham definido a última segunda-feira como a data de início da medida.

Já o Ministério da Agricultura esclarece que a redução já foi aplicada, mas que o impacto é inferior ao esperado – o desconto foi de 2,6 cêntimos, mas, com a subida de dois cêntimos no preço do gasóleo, o preço final desceu apenas 0,6 cêntimos.

António Saldanha acusa o Governo de “falta de compromisso e de seriedade” e ameaça dificultar a distribuição de bens alimentares, se o Conselho de Ministros de quinta-feira não acelerar os pagamentos.

“Em função do que ficar assente em Conselho de Ministros, nós tomaremos uma atitude. Uma forma de protesto que consideramos efetiva é fazer sentir que, nas grandes cidades, os supermercados não funcionam da mesma forma nem o cabaz das famílias tem a mesma diversidade sem os agricultores”, explica.

O porta-voz do MCA diz que o pacote de apoios em mais de 400 milhões de euros “não parece ser insuficiente”, mas relembra que “ainda não está materializado e que, por isso, as ajudas ainda são virtuais”.

O Movimento Civil de Agricultores é recebido na próxima quinta-feira pela ministra da Agricultura, depois de, na última semana, ter organizado protestos que bloquearam várias fronteiras no país.

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