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Saúde privada

Mais de três milhões de pessoas têm seguro de saúde em Portugal

10 dez, 2023 - 10:45 • Tomás Anjinho Chagas , Salomé Esteves

Com as pessoas que beneficiam de ADSE e outros subsistemas, os números atingem os cinco milhões. A falta de acessibilidade do SNS é a grande razão que leva os utentes a ter seguros de saúde para recorrer à saúde privada

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São quase 3,6 milhões de portugueses a recorrer a seguros de saúde. Os dados, que ainda não estão fechados para este ano, são da Associação Portuguesa de Seguradores, avançados este domingo pelo Jornal de Notícias.

Em 2022, eram 3,4 milhões as pessoas seguras e, segundo as mesmas fontes, o número tem vindo a aumentar gradualmente desde 2019, quando o número de aproximada dos 2,8 milhões.

Já o Observatório dos Seguros de Saúde regista que 46,9% da população tem acesso a algum tipo de seguro de saúde, percentagem que se tem mantido relativamente constante desde 2019.

Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, confirma à Renascença que este número, que ronda os cinco milhões, inclui as pessoas que beneficiam de ADSE e outros subsistemas de saúde semelhantes.

Mas o crescimento no número de pessoas seguras não é o único aumento registado. Também os valores dos prémio têm vindo a crescer no mesmo período.

No primeiro semestre de 2023, o último número disponível, o prémio médio por pessoa segura era de 360€, confirma a Associação Portuguesa de Seguradores ao JN. Isto representa um aumento de 4,3% ou 15€ face ao valor médio do ano passado, 345€.

"Apesar da oferta do SNS estar a crescer, não cresce para cumprir todas as necessidades"

O aumento do valo do prémio está geralmente relacionado com uma maior utilização do seguro. Segundo Óscar Gaspar, é a questão da acessibilidade que mais leva as pessoas a recorrer à saúde privada, o que se traduz num aumento de consultas.

À Renascença, diz que "as pessoas querem ter uma consulta de especialidade em uma semana ou quinze dias, querem ter um meio de diagnóstico em tempo útil, ou uma cirurgia que não demore meses e meses" e acrescenta que "apesar da oferta do SNS estar a crescer, não cresce para cumprir todas as necessidades".

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