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Dos comboios às forças de segurança. Todas as greves que vão marcar a JMJ

07 jul, 2023 - 12:39 • Teresa Paula Costa

Vários setores fundamentais vão cumprir paralisações antes, durante e depois do maior evento religioso do mundo, que acontece em Lisboa entre 1 e 6 de agosto e que contará com a presença do Papa Francisco.

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A menos de um mês do início da Jornada Mundial da Juventude, vários setores da sociedade ameaçam colocar em risco a organização do maior evento religioso que trará a Portugal o Papa Francisco e, estima-se, mais de um milhão de jovens de todo o mundo, de 1 a 6 de agosto.

O sindicato que representa os revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP deu, na quinta-feira, início a um período de greve que se estende até 6 de agosto, colocando em risco os comboios especiais para transportar os participantes da JMJ, embora o Ministro das Infraestruturas, João Galamba, tenha anunciado um reforço.



Também o Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores (SNMOT) entregou um pré-aviso de greve coincidente com as datas da Jornada Mundial da Juventude, e que se dirige sobretudo a motoristas, cantoneiros e trabalhadores afetos à remoção de resíduos, mas abrangendo todos os trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa.

O sindicato reclama a resolução de “situações pendentes", como o esclarecimento do conteúdo funcional dos trabalhadores afetos à remoção de resíduos, sendo que o presidente da Câmara de Lisboa já disse estar “aberto a chegar a um acordo”, como também aconteceu com o Sindicato dos Trabalhadores do Município e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local.

A ameaça de protestos chega também das Forças de Segurança.

Elementos da PSP, GNR, ASAE, Polícia Marítima e Guarda Prisional prometem ações de protesto nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, a partir do dia 24 de julho e durante a JMJ.

"A ideia é que todos fiquem a saber como os polícias são tratados", disse o presidente da Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança.


"Vamos estar em vários locais, nos aeroportos do Porto, Lisboa e Faro, no Porto Marítimo de Lisboa, na Gare do Oriente, e em algumas fronteiras também vamos estar concentrados a distribuir panfletos e a falar com as pessoas, para passar a nossa mensagem", explicou César Nogueira, que adiantou que em causa estão "os vencimentos, os subsistemas de saúde, a falta de efetivos e as condições de trabalho".

Também a Associação Sindical dos Profissionais da PSP e o Sindicato Nacional da Polícia tinham já anunciado protestos para o período da JMJ, apesar da garantia do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, de "condições de dignidade" para os polícias envolvidos.

Enquanto isso, os sindicatos Simamevip, Sindav, Sitava e STHA convocaram uma greve total na Portwaygreve total na Portway a 30 e 31 de julho e 5 e 6 de agosto e uma greve ao trabalho suplementar e em dia feriado, em comunicado.

As estruturas sindicais argumentam que, após oito meses de aplicação do acordo de empresa de (AE2020), que prevê que “o trabalho prestado em dia feriado, que seja dia normal de trabalho, dará direito a um acréscimo de 50 % da retribuição correspondente”, a empresa decidiu, “unilateralmente, alterar a forma de cálculo do pagamento dos feriados em escala, ao arrepio do espírito que havia sido acordado (alteração do coeficiente 1,50 para 0,50)”

Mesmo assim, o presidente da Fundação Jornada Mundial da Juventude, mostra-se convicto de que o bom-senso vai imperar e que a organização da JMJ não será afetada.

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