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JMJ. Milhares de não docentes terão trabalho suplementar nas escolas que vão receber jovens

20 jun, 2023 - 14:45 • Lusa

Cerca de 900 escolas na Área Metropolitana de Lisboa vão abrir portas para receber peregrinos durante a Jornada, o que implica um reforço de funcionários, diz sindicato.

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O sindicato que anunciou esta terça-feira uma greve de trabalhadores não docentes na semana da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estima que milhares de funcionários estejam a ser chamados para trabalho suplementar nas escolas que vão receber jovens.

O pré-aviso foi apresentado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas e decretado para entre as 00h00 e as 24 horas do período entre 31 de julho e 04 de agosto, sendo que Jornada Mundial da Juventude (JMJ) se realiza em Lisboa de 01 a 06 de agosto deste ano.

Em declarações à agência Lusa, Luís Esteves, responsável pelo setor da Educação no sindicato, explicou que cerca de 900 escolas na Área Metropolitana de Lisboa vão abrir portas para receber peregrinos durante o evento, o que implica reforçar os funcionários que estariam de serviço.

“Algumas autarquias estão a pedir alteração de férias, de trabalho suplementar, durante a semana e ao fim de semana, e de trabalho noturno”, disse Luís Esteves, referindo, como exemplo, que a Câmara Municipal de Lisboa está a solicitar que os funcionários das escolas trabalhem mais cinco horas por dia durante a JMJ.

Por outro lado, o dirigente sindical criticou que os trabalhadores estejam a ser convocados para exercer funções associadas ao evento, defendendo que “os não docentes das escolas estão lá para exercer funções para a comunidade educativa, não para eventos deste tipo”.

Sem precisar quantos já receberam pedidos de trabalho suplementar ou alteração de férias, Luís Esteves estima que sejam milhares de trabalhadores não docentes em funções nas escolas da rede pública sob gestão das autarquias da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

“No fundo, estes trabalhadores ficam com a possibilidade de exercer o direito à greve se considerarem que os seus direitos não estão a ser acautelados, mas não quer dizer que todos vão fazer greve”, disse ainda.

Os trabalhadores vão fazer também greve ao trabalho suplementar fora do período normal de trabalho, em dias de descanso complementar, em dias de descanso obrigatório e em dias de feriados municipais entre os dias 22 de julho e até 08 de agosto.

A greve abrangerá ainda os dias de descanso complementar e obrigatório nos fins de semana de 22 de julho e 23 de julho, 29 e 30 de julho e 05 e 06 de agosto.

O pré-aviso abrange escolas sob a gestão das câmaras municipais de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira) e todas as juntas de freguesia a AML.

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