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Associação Académica de Coimbra disponível para acompanhar e encaminhar eventuais casos de assédio

12 abr, 2023 - 11:33 • Olímpia Mairos , com redação

Em causa está a denúncia de três antigas alunas que num livro descrevem situações de assédio sexual e moral. Acusam também a instituição de silenciamento e cumplicidade.

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A Associação Académica de Coimbra diz estar disponível para acompanhar e encaminhar eventuais casos de assédio. A garantia foi deixada pelo presidente da Direção-Geral da Associação, na sequência das denúncias que envolvem dois professores - entre eles, o sociólogo Boaventura Sousa Santos.

Em declarações à RTP, João Caseiro mostra-se preocupado com o que vem agora a público e promete uma atitude proativa.

“Tivemos conhecimento destas notícias, em concreto, através da comunicação social, como toda a academia, é algo que nos preocupa e ficaremos atentos e acompanhar o caso”, disse o responsável, acrescentando que estão a “avaliar internamente para perceber o que é que aconteceu”

“E iremos tentar interceder também e mostramos também desde já a abertura para que as pessoas em causa, as possíveis visadas, possam contactar com a Associação Académica de Coimbra para que nos possamos também inteirar da situação”, acrescentou.

João Caseiro lembra ainda que a Associação Académica de Coimbra já tomou posição, em 2022, e se disponibilizou para acompanhar eventuais casos de assédio.

“Já no ano passado mostramos proatividade em acompanhar este tipo de casos e seremos sempre uma via ou um canal de acompanhamento e encaminhamento neste tipo de situações, nesta problemática”, prometeu.

Entretanto, o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra promete investigar as denúncias de assédio. Os responsáveis pela instituição adiantam, em comunicado, que vai ser constituída uma comissão independente para apurar o que aconteceu.

Já em declarações ao Diário de Notícias, Boaventura Sousa Santos nega qualquer comportamento inapropriado.

Em causa está a denúncia de três antigas alunas que num livro descrevem situações de assédio sexual e moral. Acusam também a instituição de silenciamento e cumplicidade.

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