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Póvoa de Varzim

Ondas de quatro metros dificultam buscas por jovem militar arrastada pelo mar

25 nov, 2022 - 12:20 • Liliana Monteiro

Oito jovens militares estavam de folga e foram para a praia da Lagoa, na Póvoa de Varzim, depois de uma saída à noite. Polícia Marítima e Exército já abriram inquéritos.

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Fotos: Rui Manuel Farinha/Lusa
Fotos: Rui Manuel Farinha/Lusa

Continuavam esta sexta-feira à tarde as buscas pela jovem militar de cerca de 20 anos que desapareceu durante a madrugada na praia da Lagoa, na Póvoa de Varzim, após ter sido arrastada por uma onda.

Até ao momento, ainda não foi possível localizar a jovem, e com o passar das horas diminui a esperança de a encontrar com vida.

A operação tem um grau de dificuldade elevado por causa das condições do mar, como adiantou à Renascença o capitão Bruno Fragata Teles, da capitania da Póvoa de Varzim, porque a ondulação está forte e a zona onde decorrem as buscas é rochosa e tem muitas algas.

"Olhando para o mar posso dizer-lhe que deve estar provavelmente uma ondulação de cerca de 4 metros, de altura significativa, a rebentar, portanto é uma ondulação muito forte, com período que deve andar na casa dos 15/16 segundos. Estamos a falar de ondulação com muita energia, que está a rebentar, num espaço de 150 metros a 200 metros. Imagine o mar todo branco e toda essa energia é espraiada até chegar à praia."

Em briefing aos jornalistas, o capitão explicou que as buscas estão a ser feitas pela estação salvavidas no mar e na praia pela Polícia Marítima e os bombeiros. Nas próximas horas chegarão elementos da Proteção Civil para reforçar a operação.

Pelas 15h, chegará também ao local uma equipa de fuzileiros da Marinha com drones, bem como drones da Autoridade Nacional Marítima.

O helicóptero Koala, que esteve mobilizado durante a manhã, regressará ao terreno poucas horas antes do pôr do sol, a par de um navio da Marinha de busca e salvamento.

A capitania teve conhecimento da ocorrência pelas 4h30, adiantou durante a manhºa à Renascença o capitão Fragata Teles, quando "foi de imediato ativado o piquete da polícia marítima".

Ao chegar ao local, "já estavam quatro jovens dentro de uma ambulância e três já tinham sido levados para o Hospital da Póvoa de Varzim. Uma outra jovem militar de cerca de 20 anos estava desaparecida", indica.

Todos os envolvidos são jovens militares que frequentavam uma formação na escola dos serviços da Póvoa de Varzim. Estavam de folga e foram para a praia da Lagoa depois de uma saída à noite.

Uma fonte ligada às operações de socorro já tinha avançado à Renascença que duas jovens foram levadas pelas ondas e que os restantes seis colegas terão tentado resgatá-las, mas que apenas conseguiram trazer uma de regresso ao areal.

Os sete jovens, quatro rapazes e três raparigas, foram transportados para o Hospital da Póvoa de Varzim. Um já teve alta, quatro estão sob observação e outros dois foram transferidos para o Hospital das Forças Armadas, no Porto.

O Exército lamenta o sucedido e já abriu um processo de averiguações a este incidente. A Polícia Marítima já está a investigar o caso e deu início aos interrogatórios.

[atualizado às 14h com novas informações sobre o incidente e a operação de buscas]

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