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Meia-pensão "paga aos pensionistas diretamente”, garante Ana Mendes Godinho

10 out, 2022 - 10:50 • Anabela Góis com redação

Este suplemento extraordinário começa a ser pago, esta segunda-feira, por transferência bancária.

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O apoio do Governo para ajudar a suportar a subida da inflação começou a ser pago, esta segunda-feira, aos pensionistas. Um jornal avança que a maior parte deste pagamento fica para os lares das misericórdias e outras instituições de solidariedade social, mas a ministra do Trabalho e Segurança Social esclarece que isso depende do vinculo que o idosos tiverem com os lares.

À Renascença, Ana Mendes Godinho assegura que apoio tem “uma natureza completamente diferente das prestações mensais que são pagas. É pago à pessoa nominalmente direcionada a apoiar a reposição do poder de compra”.

Depois de pago “é o pensionista que decide a sua aplicação em função das suas opções”, esclarece a ministra, pedindo que em caso de dúvidas as instituições coloquem as suas questões à Segurança Social.

Sobre a possibilidade de os lares virem a ficar com parte do bónus de meia pensão, Ana Mendes Godinho explica que vai depender do “acordo entre cada pensionista e a instituição onde está”, mas insiste que o suplemento extraordinário é “para apoiar a reposição do poder de compra aos pensionistas. É pago aos pensionistas diretamente”, remata.

Já o presidente da União de Misericórdias explica que os lares de idosos vão receber parte do dinheiro, porque os utentes internados pagam em função dos rendimentos que têm.

“A comparticipação dos idosos que estão nos lares é em função do rendimento”, lembra Manuel Lemos que explica que aumentando o rendimento “os idosos vão pagar um pouco mais”.

Os reformados da Segurança Social recebem, esta segunda-feira, o complemento excecional criado para mitigar o impacto da inflação, que corresponde a metade do valor da sua pensão. Os beneficiários são quem recebe pensões de velhice, invalidez e sobrevivência.

O suplemento que faz parte do pacote de apoios às famílias anunciado em setembro pelo governo para dar resposta à inflação e vai custar mil milhões de euros.

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