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Incêndio na Serra da Estrela com uma frente ativa

17 ago, 2022 - 07:32 • Redação

Doze dias depois, os bombeiros ainda não conseguiram dominar as chamas que já destruíram uma área equivalente a cerca de um quarto do parque natural.

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A noite foi de trabalho intenso para os mais de 1.200 bombeiros envolvidos no combate ao incêndio na Serra da Estrela. Mas, segundo o Comandante Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que comanda as operações no terreno, só uma das frentes de fogo, voltada da Covilhã para Belmonte, é a mais preocupante.

"Foi muito produtivo o trabalho durante a noite e conseguimos fechar uma série de áreas", avança Elísio Ferreira à Renascença.

Ainda assim, "o risco de haver reativações ao longo do dia é certo", devido às previsões que apontam para vento intenso.

De acordo com o site da Proteção Civil, os 1.245 operacionais encontravam-se no terreno a combater o fogo, apoiados por 401 meios terrestres.

A partir das 8h00, são reativados os meios aéreos de combate.

Na tarde de terça-feira, dois bombeiros ficaram feridos na sequência de um acidente rodoviário perto de Sarzedo, Covilhã, no distrito de Castelo Branco.

De acordo com a ANEPC, tratou-se de um acidente com um "veículo tanque" de combate incêndios.

Devido ao incêndio, as localidades de Sarzedo, Orjais e Vale Formoso tiveram que ser evacuadas. O fogo atingiu também os concelhos de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, todos no distrito da Guarda.

Até ao momento, foram assistidas 63 pessoas, das quais 21 foram considerados feridos ligeiros e três feridos graves.

Quase 1% de todo o território português ardeu nos primeiros sete meses do ano e segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas foram destruídos mais de 92 mil hectares. Portugal é o país que tem maior percentagem de área ardida na Europa em relação à sua dimensão.

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