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Aviação recupera em 2022. Número de voos já ultrapassa os 156 mil

28 abr, 2022 - 19:25 • Ana Carrilho

Os dados são avançados pela NAV Portugal. O número de voos no espaço aéreo português está a crescer e vai no encalço de 2019, o melhor ano turístico nacional. O período da Páscoa deu uma ajuda.

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Entre janeiro a março deste ano, a NAV Portugal – Navegação Aérea geriu 156,5 mil voos no espaço aéreo nacional, o que equivale a 85% dos níveis alcançados no mesmo período, em 2019, o melhor ano turístico nacional e o de referência para a aviação civil.

A informação foi divulgada esta quinta-feira pela entidade que controla a tráfego no espaço aéreo português, sublinhando, desta forma, a confirmação de uma retoma sustentada.

Em relação ao 1º trimestre de 2021, quase todo em confinamento, os números dão conta de uma subida na ordem dos 208%. Nesse mesmo período a NAV geriu apenas 50,7 mil voos no espaço aéreo português.

Em 2022, os números são, para já, bem diferentes e para melhor: 156 mil e 500 voos, ou seja, mais do triplo. Números que também revelam uma retoma sustentada do tráfego aéreo, ficando “apenas” 15% abaixo dos184,4 mil voos registados nos primeiros três meses de 2019, o ano de referência para a aviação civil.

No comunicado enviado à Renascença, a entidade que garante a prestação de serviços de tráfego aéreo, explica que, tendo em conta os valores mensais, janeiro de 2022 ficou 22,3% abaixo do primeiro mês de 2019, mas em março, a quebra só ultrapassa ligeiramente os 10%.

Embora os dados de abril ainda não estejam fechados, a NAV frisa que, nomeadamente no período da Páscoa, o número de movimentos se aproximou muito do registado em 2019, ano de recordes absolutos na aviação civil em Portugal.

O tráfego controlado pela Navegação Aérea inclui aterragens, descolagens e sobrevoos do espaço aéreo nacional, dividido em duas regiões de informação de voo (RIV).

Na RIV de Lisboa (que inclui o Continente e Madeira) a NAV controlou 122 mil voos nos primeiros três meses, menos 17% do que no mesmo período de 2019. Na RIV de Santa Maria (que inclui a área do Atlântico Norte e Açores), a quebra foi de 8,2%.

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