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Covid-19

Perguntas e respostas. Como vai ser a vacinação de crianças

10 dez, 2021 - 18:12 • Filipe d'Avillez

Portugal vai mesmo avançar com a vacinação para crianças nas próximas semanas. O calendário já está criado e os meios arregimentados. Saiba tudo aqui.

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É já em dezembro que a DGS vai começar a vacinar contra a Covid-19 as crianças entre os 5 e os 11 anos de idade. Aqui encontrará toda a informação necessária sobre o assunto.

Quando é que o meu filho pode ser vacinado?

  • O calendário da vacinação já foi estabelecido e anunciado esta sexta-feira pelo secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales.
  • 18 e 19 de dezembro (sábado e domingo) crianças de 11 e 10 anos e algumas de nove.
  • 6, 7 e 9 de janeiro (quinta a domingo) crianças entre os 9 e 7 anos.
  • 15 e 16 de janeiro (sábado e domingo) crianças entre os 6 e 7 anos de idade.
  • 22 e 23 de janeiro (sábado e domingo) crianças com 5 anos.
  • 5 de fevereiro a 13 de março serão administradas as segundas doses da vacina para a Covid-19

Qual é o período de espera entre a primeira e a segunda dose?

A Comissão Técnica de Vacinação recomenda um período e seis a oito semanas entre a toma da primeira dose e a segunda.

O meu filho tem comorbilidades. Tem prioridade?

As crianças com comorbilidades serão prioritárias, independentemente da idade, desde que tenham prescrição médica, bastando que se dirijam aos centros de vacinação.

Devo fazer autoagendamento?

Pode fazer o autoagendamento online dos seus filhos logo a partir de segunda-feira, dia 13 de dezembro.

O meu filho já teve Covid. Pode fazer a vacina?

A Comissão Técnica da Vacinação estipulou que as crianças que já tiveram infetadas com Covid-19 devem esperar 90 dias antes de fazerem a vacina.

Adultos pode para fazer a terceira dose no mesmo dia?

Não. Por razões logísticas, mas sobretudo de segurança, não serão feitas vacinas a adultos nos dias e nos centros em que se faz a vacinação das crianças. Acelera-se assim o processo com as crianças mas evita-se também qualquer risco de se administrar uma dose adulta a uma criança. O que nos leva à próxima pergunta…

A vacina das crianças é a mesma que a dos adultos?

Não. Para os adultos existiram três vacinas diferentes em Portugal, mas a única vacina licenciada para as crianças é a da Pfizer. Mesmo essa vacina é diferente para crianças e para adultos. A versão pediátrica da vacina da Pfizer é um composta por um terço da dose adulta, que foi administrada a todas as pessoas acima dos 12 anos.

A vacina contra a Covid-19 para crianças é obrigatória?

Não. Em Portugal não existem vacinas obrigatórias e as autoridades têm insistido que não faz sequer sentido falar dessa possibilidade. Cada pai é que decide se os seus filhos devem ser vacinados, devendo para isso aconselhar-se com o seu pediatra.

As crianças que não forem vacinadas serão discriminadas de alguma forma?

Não, garante a diretora-geral da Saúde. Nem serão obrigadas a fazer teste para aceder a espaços ou serviços, como acontece agora com os adultos que optaram por não ser testados.

A vacinação das crianças vai fazer diferença nas escolas? Isto é, o meu filho vai deixar de ter de estar em isolamento por haver um caso positivo na turma?

Os protocolos seguidos nas escolas dependem de vários fatores, sendo o estado vacinal apenas um. Assim, a vacinação pode fazer diferença, mas não há garantias de que o seu filho não terá de fazer isolamento em caso de contacto com um caso positivo.

A vacina é segura?

Todos os estudos das principais agências de regulamentação de medicamentos, incluindo a EMA, na Europa, e a FDA, nos EUA, concluíram que a vacina é segura e que os efeitos positivos da vacinação suplantam os eventuais riscos. Para além dos ensaios clínicos, Portugal beneficia também da experiência acumulada em países como EUA, Canadá e Israel, onde as crianças têm sido vacinadas em larga escala há meses, sem efeitos adversos de nota.

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  • Joaquim Santos
    11 dez, 2021 Tojal 21:03
    A vacinação em massa e compulsiva tem um fim, instalar no corpo humano metais pesados. Elementos essenciais para aplicar no ser humano as novas tecnologias, oferecidas pela nanotecnologia, da qual o chip, a implantar nos humanos, faz parte.

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