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Covid-19

Educadores de infância apelam ao fim das máscaras em setembro

26 jul, 2021 - 20:42 • Cristina Branco , Filipe d'Avillez

O uso de máscara por parte dos professores limita o desenvolvimento dos alunos, alertam os educadores.

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O uso de máscara por parte de educadores e professores está a provocar sérios atrasos na aprendizagem e desenvolvimento das crianças, em especial até aos seis anos, diz a

Associação de Profissionais de Educação de Infância.

Luis Ribeiro, o presidente desta associação, dá exemplos concretos dos entraves ao ensino que a máscara pode causar a um educador de infância.

“As crianças olham sempre o rosto, de forma global, e o facto de a cara estar tapada limita imenso essa leitura do rosto, nomeadamente no que diz respeito à comunicação.”

“As crianças vão ler os lábios e pelo facto de a comunicação ser essencialmente verbal, aos seis anos de idade, ela é muito limitada pelo uso de máscaras. Isto tem um impacto muito significativo no desenvolvimento das crianças e na aprendizagem de letras e de sílabas, por exemplo”.

Luís Ribeiro defende que educadores e professores de crianças até aos seis anos possam tirar as máscaras já a partir de setembro, quando começa o próximo ano letivo. “O que temos de colocar em cima da mesa neste momento é se vamos continuar a prolongar esta utilização da máscara, sabendo das consequências negativas que a utilização da máscara tem do ponto de vista da educação, desenvolvimento e aprendizagem das crianças, ou não.”

“Do meu ponto de vista, e falo por mim, acho que teríamos de abandonar a máscara em setembro”, diz o dirigente.

O responsável da Associação de Profissionais de Educação de Infância argumenta com o facto de educadores e professores já estarem vacinados e de crianças até aos seis anos não serem grupo risco para contrair o vírus.

“Nós sabemos que para as crianças até aos seis anos, e até mais velhas, a Covid praticamente não tem consequências, e também elas são pouco transmissoras. Neste momento os docentes estão todos vacinados com as primeiras doses, e por isso não temos nenhuma situação de risco associada nem aos adultos, nem às crianças, no contexto de jardim de infância”, conclui Luís Ribeiro.

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