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“Numa semana tudo varia”, diz Lacerda Sales sobre eventual fecho das escolas

19 jan, 2021 - 18:53 • Pedro Mesquita , com redação

“A função de um Governo é governar e adequar as suas medidas e decisões à evolução da epidemia, proporcionalmente", afirma o secretário de Estado da Saúde, à Renascença.

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Avançam já esta quarta-feira os testes rápidos à Covid-19 nas escolas. O secretário de Estado adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, explica na Renascença quais são as escolas prioritárias e refere que o ensino presencial depende da evolução da epidemia.

“Inicialmente e prioritariamente, vamos avançar com o rastreio nas escolas [em concelhos] com mais de 960 [casos por 100 mil habitantes] de incidência cumulativa nos últimos 14 dias, no ensino secundário, em zonas com surtos ativos nas escolas. Não só alunos, mas também no pessoal docente e não docente”, refere o governante.

António Lacerda Sales garante que “o Governo está a fazer todas as diligências para conseguir manter as escolas abertas, porque como sabemos o ensino presencial é muito importante”.

O executivo tenta ainda manter o ensino presencial, embora o primeiro-ministro, António Costa, já admita a necessidade de vir a encerrar as escolas se a variante britânica da Covid-19 se tornar dominante.

Na segunda-feira, o Conselho de Ministros extraordinário optou por manter as escolas de todos os graus de ensino em regime presencial. No entanto, vários especialistas têm vindo a fazer um apelo para que sejam encerradas.

Esta segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa revelou ainda que este assunto vai ser discutido na próxima semana, durante a reunião com especialistas na sede do Infarmed.

“É isso que vai ser ponderado na sessão aberta. Vai ser importante ouvir os especialistas, na terça-feira, dizer o que pensam sobre as escolas. Há pontos de vistas diferentes quanto aos vários graus de ensino, que há uma via, vamos lá ver se permanece”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas.

O secretário de Estado da Saúde adverte que “a dinâmica da ciência é sempre muito ativa” e de um dia ou de uma semana para a outra “tudo varia”.

“A função de um Governo é governar e adequar as suas medidas e decisões à evolução da epidemia, proporcionalmente. O que o senhor primeiro-ministro disse é assumido por todo o Governo, que funciona coesamente”, sublinha.

Portugal sem planos para transferir doentes para o estrangeiro

Noutro plano, Lacerda Sales não equaciona, por agora, a transferência de pacientes portugueses para o estrangeiro.

O secretário de Estado da Saúde desconhece a indicação de que a ministra da Saúde do Luxemburgo - citada por jornais locais - manifestou a disponibilidade do Grão-Ducado para acolher doentes portugueses, caso lhe fosse solicitado.

“Não tenho conhecimento formal, nem direta nem indiretamente, dessa disponibilidade do Luxemburgo. Neste momento, não está a ser ponderada a transferência de doentes portugueses para o estrangeiro, porque não esgotámos ainda a nossa capacidade”, afirma António Lacerda Sales.

Nestas declarações à Renascença, o governante afirma que Portugal “está a reforçar todo o sistema e capacidade” dos serviços de saúde para lidar com os casos de Covid-19.

“Estamos a fazer todos os esforços no sentido de reforçar a gestão conjunta de todo o sistema e estamos a responder com circulação de doentes dentro regiões, inter-regionais, quer ao nível das camas de internamento.”

O secretário de Estado afirma que a rede de cuidados de saúde “é elástica” e, apesar de uma “grande pressão sobre os serviços”, quer sobre a enfermaria quer sobre os cuidados intensivos, “ainda temos capacidade”.

“Estamos a responder, não há nenhum sistema no mundo que seja ilimitado e a capacidade dos sistemas não é a solução para a pandemia. O que os serviços fazem é ganhar tempo para que depois se possa atuar ao nível da torneira, e a torneira somos nós, a responsabilidade individual e coletiva de cada um,”

Lacerda Sales faz um apelo aos portugueses: “neste momento, o melhor serviço que cada um de nós pode fazer pelo país é ficar em casa, ficar confinado e que o confinamento não seja a exceção, mas a regra”.

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