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Putin. “A vitória será nossa” na “operação militar especial” na Ucrânia

14 dez, 2023 - 15:20 • Redação

Vladimir Putin diz que só haverá paz na Ucrânia quando terminar a “desnazificação” e a “desmilitarização” do país.

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O Presidente russo voltou esta quinta-feira a falar aos jornalistas habitual conferência de imprensa de fim de ano, onde reforçou que a guerra vai continuar até à total "desnazificação" e "desmilitarização" da Ucrânia. “A vitória será nossa” na “operação militar especial”, garante.

No estúdio do canal estatal russo, Vladimir Putin defende que a Rússia tem tentado "durante décadas" construir "relações estáveis" com a Ucrânia, mas que “lamentavelmente, o que está a acontecer agora nas relações com a Ucrânia parece uma guerra civil".

O Presidente russo diz ainda que Odessa "é uma cidade russa", argumentado que a justificação ucraniana tem como base "invenções sem sentido histórico".

Putin comentou também que o antissemitsmo e a islamofobia estão a aumentar, assim como a própria russofobia, que considera ser "um dos vetores da luta contra a Rússia".

Além disso, quando foi questionado sobre a indústria do país, o Chefe de Estado garantiu que "nada colapsou", apesar de aquilo que se pensava. "Eles estavam enganados", remata.

Quanto à relação com a União Europeia, Putin argumenta que quem "estragou as relações" foi Bruxelas, além dos 27 Estados-membros que já tinham "negligenciado" os interesses russos anteriormente.

Após o golpe de Estado de 2014 na Ucrânia, o Euromaidan, Vladimir Putin disse que a Rússia e União Europeia nunca mais tiveram “relações normais”.

Putin não coloca toda a Europa no mesmo saco. Existem exceções: o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Para o Presidente russo, estes são dos poucos que “não se comportam desta maneira” na União Europeia.

O Presidente russo vira também as atenções para os Estados Unidos. “Eles forçaram-nos a tomar algumas ações. Os Estados Unidos organizaram, a Europa acompanha-os. Como construir as relações com eles?”, questionou o Chefe de Estado russo.

Vlaidmir Putin vai candidatar-se à Presidência pela quinta vez e mereceu um comentário vindo do lado norte-americano. John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da presidência norte-americana, ironizou dizendo: "Bem, vai ser uma batalha épica, não é?".

O Chefe de Estado russo está há quase um quarto de século no poder e é conhecido pela repressão dos opositores.

Em curso está a negociação entre a Rússia e os Estados Unidos para a libertação dos cidadãos norte-americanos. Putin disse que não "vai ser fácil", mas confirma que está em contacto com os Estados Unidos para encontrar uma solução. "O lado norte-americano deve ouvir-nos", aconselha.

Vladimir Putin falou também acerca da guerra Israel-Hamas, garantindo que há uma “grande diferença” entre aquilo que está a acontecer em Gaza e aquilo que está a acontecer na Ucrânia. “Olhe-se para a operação militar especial e para a operação em Gaza e sinta-se a diferença: não acontece nada assim na Ucrânia”.

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  • Digo
    15 dez, 2023 Eu 09:35
    As "exceções" que o Putin indica, são os inimigos internos que a UE deve combater, mas em que primeiro é preciso alterar a legislação para acabar com a "unanimidade", e facilitar a expulsão de Países que comendo à nossa mesa, jogam pelo "inimigo". No resto, apesar das bravatas, nenhuma conquista tem para mostrar, e a Ucrânia, que enfrentou com exito o rolo compressor russo sem ajudas que só começaram a chegar algumas semanas depois do inicio da guerra e só com material soviético dos anos 70, não só não se rende como já recuperou 50% do território que a Rússia ocupou nos primeiros dias de guerra. Putin pode gabar-se à vontade, mas é muito cedo para cantar "Vitória".

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