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Guerra Israel-Hamas

Na Cisjordânia, os colonos já não disparam para o ar. Zakaria quase morreu, a sua aldeia recusa render-se

22 nov, 2023 - 07:00 • Catarina Santos , enviada especial da Renascença ao Médio Oriente

Desde 7 de outubro, houve mais de 250 ataques de colonos contra palestinianos na Cisjordânia. Mais de mil pessoas foram forçadas a deixar as casas, em 15 comunidades beduínas. A guerra em Gaza intensificou a violência de civis israelitas radicais, que têm ainda mais armas e agora usam uniforme militar. Em quase metade dos incidentes, soldados israelitas acompanhavam ou apoiavam os atacantes. Reportagem em At-Tuwani, a aldeia do sul de Hebron que recusa render-se.

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“Os meus pais fugiram, eu nunca o vou fazer.” Ataques a palestinianos disparam na Cisjordânia
Veja a reportagem em vídeo: “Os meus pais fugiram, eu nunca o vou fazer”
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Hafez Hureini senta-se numa cadeira de plástico à porta de casa, à sombra de um cipreste-do-mediterrâneo carregado de semente. Acende um cigarro, virado para a rua que sobe até à mesquita. Num dia comum, o homem de 53 anos poderia ter passado a manhã a tratar dos vegetais na estufa ao lado de casa ou a cuidar das oliveiras nos terrenos em volta. Desde 7 de outubro, isso significa correr risco de vida. “Não conseguimos ir até 10 metros da nossa casa”, conta à Renascença.

Estamos em At-Tuwani, pequena aldeia palestiniana a sul de Hebron, na Cisjordânia, onde vivem poucas centenas de pessoas. Um pinheiro no cimo da colina, encimado por uma bandeira de Israel, funciona como aviso para manter a distância. “Desde o primeiro dia [de guerra], os colonos colocaram bandeiras nas nossas árvores, nas nossas terras, e controlam-nas”, apoiados pelo exército israelita, que montou guarda ali perto. Debaixo de um toldo verde, dois militares vigiam a área, às portas do colonato de Ma’on e do “outpost” de Havat Ma'on (um colonato criado no início do século XXI e que não é legal nem à luz da lei israelita).

Logo a seguir aos ataques do Hamas a Israel, um grupo de colonos invadiu as terras de Hafez, derrubou os muros e arrasou tudo quanto encontrou à frente com “bulldozers”. Quando tentou impedi-los, foi atacado diretamente. “Chegaram mesmo a perseguir-me até à minha casa e dispararam contra mim aqui. Atacaram-me dentro da minha casa. Fiquei com uma costela partida e ferido no ombro e no braço.”

Hafez teve sorte. Poucos dias depois, a 13 de outubro, viu o seu sobrinho Zakaria sofrer consequências bem mais graves.

Era sexta-feira, dia de oração coletiva para os muçulmanos. Os homens estavam reunidos na mesquita, quando terão ouvido gritos no exterior. Saíram e deram de caras com um colono, de arma em riste, a descer a rua na sua direção. Zakaria Adra, de 28 anos, era o primeiro do grupo. O colono aproximou-se, empurrou-o com a arma e logo de seguida disparou, atingindo-o no lado esquerdo do abdómen. Tudo aconteceu em poucos segundos e está registado em vídeo, a partir de dois ângulos.

Não é certo qual a razão – ou se houve alguma em particular – que motivou o ataque. Os vídeos apenas mostram os segundos anteriores ao disparo à queima-roupa. O que é possível concluir a partir das imagens é que havia pelo menos mais um colono nas imediações – não é possível perceber se também estava armado – e que estavam acompanhados por um militar israelita, também armado, enquanto tudo acontecia.

Quando Zakaria caiu no chão e foi assistido pelos companheiros, os três indivíduos afastaram-se. O autor do disparo ainda parou a meio da subida com a arma apontada ao grupo, mas prosseguiu a retirada, entre os gritos da população.

“Saímos todos da mesquita e ele foi atingido a 20 metros de mim”, recorda Hafez. “Este colono simplesmente veio até às casas mais próximas, atacou duas pessoas e continuou até chegar ao pé do Zakaria.” Perguntamos-lhe se houve algum confronto, alguma discussão. “Nada, nada. Veio, escoltado por três ou quatro soldados, atacou duas pessoas, continuou e disparou contra o Zakaria”, afirma. E o que fizeram os militares israelitas? “Eles escoltaram-no, eles partilham o crime”, defende.

“Estes colonos procuram uma desculpa. Aproveitaram a guerra para prosseguir os planos que tinham antes e que não podiam executar”, acredita Hafez.

Quando Shoug Adra começou a ouvir os rumores do sucedido, não percebeu logo que o atingido era o seu marido. Estava numa aldeia vizinha, com os pais e os quatro filhos, e a cunhada ligou a dizer que algo tinha acontecido. “Talvez se tenham enganado ou algo não esteja bem”, desejou a mulher de 23 anos. “Quando vi o vídeo, fiquei chocada, não acreditava que era ele.” Zakaria estava nesse momento a perder muito sangue e a aguardar uma ambulância, que deveria vir da cidade de Hebron, mas que nunca chegou.

“A ambulância não conseguia chegar, foi parada pelas forças israelitas e não permitiram que eles entrassem” na aldeia, conta Shoug. Acabaram por levá-lo “num carro normal, ‘riscado’, o que não é seguro”. Um carro “riscado” é um carro com matrícula palestiniana, o que significa que corre particular risco se circular nas estradas principais por se tornar um alvo para colonos e militares que patrulham a zona. Só os carros de matrícula israelita circulam livremente por ali.

Zakaria foi transportado por estradas secundárias para “uma clínica normal” em Yatta, a meio caminho, onde lhe “colocaram apenas gaze para parar a hemorragia”, e seguiu depois para Hebron. “Quando chegaram ao hospital, a situação era grave, tinha perdido muito sangue, porque uma veia principal estava cortada e havia muitos danos na barriga”, explica a mulher.

Com o pâncreas, o baço e a aorta abdominal atingidos, Zakaria teve de ser submetido a uma cirurgia “que demorou seis horas ou mais.”

Enquanto isso, Shoug tentava encontrar forma de regressar a casa com os quatro filhos (dois bebés gémeos de cinco meses, uma rapariga de três anos e outra de cinco). “Foi muito difícil, fiquei à espera para ter a certeza de que ele estava bem”, recorda. Acabou por encontrar um amigo do marido disposto a correr o risco, num carro “riscado”, que os transportou por caminhos secundários através das montanhas.

Zakaria continua nos cuidados intensivos. Com os filhos mais velhos e os sobrinhos a correr em torno dela, no pátio de casa, Shoug conta que só o conseguiu visitar uma vez. Toda a família está a gerir o dia-a-dia com dificuldade. “Não é fácil para nós, é demasiada dor. Até hoje não estamos em nós, não conseguimos comer, beber, mover-nos... Só pensar nele.”

A sogra e a cunhada vão circulando por ali e ajudando a juntar as peças do puzzle, recordando pormenores que presenciaram enquanto Shoug estava longe, sempre de olho na pequena mercearia que a família gere na porta ao lado. É um de dois locais onde se consegue adquirir bens essenciais na aldeia. Por estes dias, a escolha não é muita.

“Estamos proibidos de sair e entrar de At-Tuwani para trazer compras ou ir buscar medicação. Estão a tentar cercar esta zona”, lamenta a mulher de Zakaria. A escola está fechada, porque os professores, que vinham de outras aldeias, estão proibidos de passar.

Mais de 20 anos a viver num “ambiente coercivo”

As circunstâncias não são inteiramente novas para os habitantes de At-Tuwani – e de toda a região de Masafer Yatta, constituída por um conjunto de 19 aldeias palestinianas, localizadas nas colinas do sul de Hebron, que em 2021 eram habitadas por cerca de 2000 pessoas, sobretudo comunidades beduínas. Ficam todas na área C, que é controlada pelas forças israelitas.

Desde a década de 1970, Israel declarou 18% da Cisjordânia como “zona de tiro” para treino militar (30% da área C). A presença nestas zonas é proibida, a menos que haja autorização especial. Mas em 2017 havia perto de 38 pequenas comunidades de pastores beduínos (12 das quais em Masafer Yatta), com mais de 6200 pessoas, localizadas em "zonas de tiro" – muitas das quais já ali existiam antes de as zonas serem declaradas fechadas por Israel.

Na década de 1980, grande parte de Masafer Yatta foi incluída nesta zona de treino militar. Em 1999, centenas de pessoas que habitam dentro desse “raio de ação” receberam ordens de expulsão. Uma petição das famílias envolvidas permitiu-lhes continuar ali a viver nos últimos 20 anos, enquanto uma decisão final não fosse tomada. Em maio do ano passado, o Supremo Tribunal israelita rejeitou os argumentos palestinianos, abrindo caminho para a expulsão de mais de mil pessoas de oito aldeias. As Nações Unidas (ONU) consideram que a transferência forçada destas populações pode constituir um crime de guerra.

Sucessivos relatórios da ONU dão conta de um crescente “ambiente coercivo” que sujeita os habitantes “a uma série de políticas e práticas que colocam em causa a sua segurança e meios de subsistência, aumentando o risco de transferência forçada” para fora daquela área.

Ao longo das últimas décadas, as forças israelitas cortaram estradas de terra que permitiam circular entre as aldeias, vedando o acesso à rede de água e obrigando crianças a ter de fazer um caminho muito mais longo – e perigoso – para chegar a uma escola. Infraestruturas como casas, abrigos de animais, cisternas ou edifícios comunitários receberam ordens de demolição com o argumento de que foram construídos sem permissão – algo que é impossível obter numa área designada como “de treino militar” e que está também extremamente limitado em toda a área C.

Em teoria, estas limitações aplicam-se a palestinianos e israelitas, mas o constante crescimento de colonatos torna evidente que as regras não são aplicadas de igual forma entre os dois lados. Estima-se que pelo menos meio milhão de colonos vivam hoje na Cisjordânia, espalhados pela área C.

“Começaram com duas caravanas” e hoje são 600

Como a esmagadora maioria dos palestinianos do sul da Cisjordânia, Hafez cresceu a percorrer aquela terra árida. “As crianças costumavam guiar as ovelhas por toda esta zona e conhecemos cada pedra”, recorda. Lembra-se bem dos primeiros sinais do que viria a ser o colonato de Ma’on. “Começaram com duas caravanas naquele caminho”, explica. Foi no início da década de 1980.

“Depois é só imaginar: a expansão, o roubo progressivo de terras até chegarem às nossas casas.” No início de 2023, esse colonato tinha uma população de cerca de 600 pessoas. Ao lado, vai-se expandido o “posto avançado” (ou “outpost”) de Havat Ma'on.

A aldeia de At-Tuwani fica entrincheirada entre estes dois vizinhos, cada vez mais próximos, e os limites de uma “zona de tiro”.

De acordo com várias resoluções da ONU (a última das quais aprovada em 2016, com abstenção dos Estados Unidos) e a interpretação internacional mais comum da IV Convenção de Genebra, todos os colonatos israelitas nos territórios palestinianos ocupados em 1967, incluindo na zona oriental de Jerusalém, são ilegais (e o maior entrave a uma solução de paz para a região, por sabotarem a hipótese de um futuro estado palestiniano).

Israel discorda: reconhece a maioria dos colonatos localizados na área C como legais e apenas os chamados “outposts”, criados sem aprovação oficial do governo, são considerados ilegais. Desde 2006, Havat Ma'on esteve na lista para ser evacuado, mas nunca aconteceu e continuou a expandir-se.

Dados de 2021 apontavam para a existência de cerca de 300 colonatos na Cisjordânia – perto de 140 reconhecidos por Israel e cerca 150 “outposts”, de acordo com a B’Tselem, organização israelita que luta pela defesa dos direitos humanos naqueles territórios. Apesar de não serem reconhecidos oficialmente, os colonos que vivem nestes “outposts” recebem apoio do governo em segurança, fornecimento de água, eletricidade e acessos, bem como apoio financeiro.

“Antes disparavam para o ar, agora disparam sobre as pessoas”

Já antes havia limitações de circulação naquela zona e já eram frequentes os relatos de agressões e invasões de propriedades por colonos. Só entre janeiro e agosto deste ano, foram reportados mais de 100 incidentes por mês e mais de 400 pessoas foram retiradas das suas terras, de acordo com a ONU.

“Numa tendência contínua, muitos palestinianos, incluindo crianças, deixaram as suas comunidades, relatando violência por parte de colonos e diminuição de terras para pastoreio”, sublinhava Tor Wennesland, coordenador da ONU para o Processo de Paz no Médio Oriente, numa reunião do Conselho de Segurança de 27 de setembro deste ano – dez dias antes dos ataques do Hamas – que analisava a situação no terreno entre 15 de junho e 19 de setembro.

Mas tudo piorou a partir de 7 de outubro.

“Havia ataques, muitos colonos costumavam descer e bater em muita gente, queimar, arrancar as árvores... Mas a situação ficou muito difícil agora, com esta guerra”, assegura Shoug, a mulher de Zakaria. “Antigamente tinham armas, mas disparavam para o ar, agora disparam sobre qualquer pessoa.”

Logo a seguir aos ataques do Hamas em solo israelita, o ministro da Segurança Nacional, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir, anunciou que iria distribuir mais de 10 mil armas pelos civis, incluindo colonos da Cisjordânia, e simplificar o processo para obtenção de licença de porte de arma.

Desde 7 de outubro, houve mais de 250 ataques de colonos contra palestinianos na Cisjordânia e mais de mil pessoas foram forçadas a deixar as suas casas, em 15 comunidades beduínas. Segundo a ONU, em quase metade dos incidentes os atacantes eram acaompanhados ou apoiados por soldados israelitas.

A Renascença procurou uma reação junto das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) questionando o que estava a ser feito para conter ações de colonos violentos na Cisjordânia, desde os ataques de 7 de outubro.

As questões foram enviadas para vários contactos da unidade de porta-vozes das IDF. A única resposta que recebemos chegou da secção dirigida aos media norte-americanos, que afirmou o seguinte: “Devido à constante presença das IDF na área, os soldados encontram incidentes de violações da lei por cidadãos israelitas”, entre os quais podem constar “incidentes violentos ou incidentes contra palestinianos ou as suas propriedades”. Quando tal acontece, garante a nota, os soldados têm instruções para “parar a violação e, se necessário, reter ou deter os suspeitos até que a polícia chegue ao local”.

A resposta termina assegurando que “em situações em que os soldados falhem no cumprimento das ordens das IDF, os incidentes são revistos de forma meticulosa e são implementadas ações disciplinares em conformidade.”

Questionamos também se algum processo foi desencadeado na sequência do ataque de dia 13 de outubro a Zakaria, em que um soldado israelita foi filmado junto ao colono que disparou. Não recebemos qualquer resposta sobre este caso.

De acordo com a Yesh Din, uma organização israelita de direitos humanos que monitoriza a violência de colonos, a polícia israelita não investigou 81% das queixas contra israelitas apresentadas entre 2005 e 2021 – e 92% dos casos foram encerrados sem acusações.

“Não temos outra terra. Saíamos para onde?”

Desde 7 de outubro, “esta aldeia de At-Tuwani e toda a área de Masafer Yatta estão cercadas”, afirma Hafez Hureini. Nos 50 quilómetros que separam Belém de Hebron, a Renascença encontrou várias entradas de aldeias palestinianas cortadas, com barricadas montadas pelo exército israelita e soldados a controlar quem pode passar. Em grande parte só é permitida a circulação a pé, os moradores ficam impedidos de utilizar o próprio carro.

“As pessoas precisam de adquirir produtos básicos para viver, mas quem se arrisca a circular mete-se numa grande aventura. Têm de usar a estrada dos colonos, o que é muito arriscado – frequentemente são apedrejados e por vezes os colonos disparam contra eles”, relata.

Hafez tem uma longa história de encontros agressivos com colonos. Em setembro de 2022 enfrentou um grupo de encapuzados que invadiram as suas terras, empunhando barras de ferro e uma arma. Acabou detido durante 10 dias, com fraturas nos braços, acusado de atingir um dos atacantes com uma pá e de lhe provocar ferimentos graves na cabeça. Nenhum dos colonos foi detido.

Já tinha sido preso em quatro outras ocasiões anteriores. Dois dos seus filhos foram também detidos várias vezes. Integram a comunidade de resistência pacifista “Youth of Sumud”, que denuncia e luta contra a deslocação forçada das comunidades beduínas de Masafer Yatta.

“Agora vêm com uniforme militar, armados e controlam tudo”, queixa-se Hafez. “Funcionam como milícias organizadas. Estão armados e têm o poder de invadir as aldeias, aterrorizar, ameaçar, espancar, para os forçar a ir embora.” Não duvida que o plano é forçá-los a abandonar as terras. “É o que tem acontecido a todas estas aldeias: depois de os ameaçarem e espancarem, dão-lhes 24 horas para sair, se não voltam e matam-nos. Infelizmente, algumas famílias já fugiram.”

Algo que nem passa pela cabeça de Hafez, nascido e criado naquela aldeia. Não suportaria ver a história repetir-se. “Pertenço a uma família de refugiados que foram obrigados a deixar a sua vila, perto de Be’er Sheva” – a 45 quilómetros dali, no deserto do Negev, em Israel. “Os meus pais fugiram, vieram para At-Tuwani, onde o meu avô tinha terras, e estabilizaram aqui.”

“Não quero viver isto outra vez", dispara, irritado. "Os meus pais tiveram de fugir e eu nunca o vou fazer. Podem matar-nos, mas nunca vamos sair daqui”, garante.

A sobrinha Shoug pensa o mesmo. Tem vivido sufocada pelas imagens que lhe chegam de Gaza, diz que reza por eles todos os dias e confessa o receio de que a guerra “chegue até aqui”. Não tem dúvidas de que o ataque contra o seu marido tinha a intenção de intimidar a comunidade. "Pensaram que as pessoas teriam medo e iriam embora." Mas quando lhe perguntamos se considera sair, caso a situação fique insuportável, a mulher esboça um início de sorriso, amargo, de quem ouviu um disparate. “Não, porque não temos mais nenhuma casa, não temos outra terra, só esta. Saíamos para onde?”

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