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Guerra na Ucrânia

Administração Biden diz que é preciso defender infraestruturas energéticas na Ucrânia

30 nov, 2022 - 14:25 • Lusa

Putin “está focado agora em tentar destruir o máximo de infraestruturas possível, literalmente em todo o país”, acusa chefe da diplomacia dos EUA.

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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, alertou esta quarta-feira para a necessidade de defender as infraestruturas energéticas na Ucrânia, além de as reconstruir, e classificou como “bárbara” a estratégia russa de tirar proveito do inverno.

“Estamos a agir urgentemente para fazer duas coisas: primeiro, garantir que, de uma forma coordenada, estamos a dar à Ucrânia o máximo que podemos, o mais rápido que podemos, para reparar, para substituir, para construir resiliência nas suas infraestruturas energéticas”, afirmou Antony Blinken.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos da América falava, em conferência de imprensa, após a reunião do Conselho do Atlântico Norte que juntou os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO no Palácio do Parlamento, em Bucareste, e que termina hoje.

“Ao mesmo tempo, o outro lado da moeda é tentar garantir que essas infraestruturas são o mais eficazmente defendidas, para não entrarmos num ciclo de reparar e substituir equipamento, ter os russos a destruí-lo, e fazer o mesmo de novo”, explicou.

Blinken evidenciou que o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, “está focado agora em tentar destruir o máximo de infraestruturas possível, literalmente em todo o país”.

“Aquecimento, água, eletricidade. Para crianças, para os mais velhos, para os doentes. Estes são os novos alvos de Putin e ele está a atingi-los de forma forte. Esta brutalização do povo ucraniano é bárbara”, criticou.

O governante norte-americano insistiu que os Aliados vão apoiar a Ucrânia durante o inverno e durante o tempo que for necessário.

“O presidente Putin pensa que se aumentar o custo alto o suficiente, o mundo vai abandonar a Ucrânia, que vai deixá-los a defender-se sozinhos. A sua estratégia não tem funcionado e não vai funcionar. Nós vamos continuar a provar que ele está errado, isso foi o que ouvi de forma clara de todos os países aqui em Bucareste”, frisou.

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  • Atrás ds costas
    30 nov, 2022 Bombardeiem Moscovo 20:33
    A Rússia não tem qualquer intenção de parar a guerra, e as propostas de "negociação" que faz, não são para levar a sério pois nada são, senão uma rendição incondicional encapotada, inaceitável por este ou por qualquer governo ucraniano livre, que não tenha uma arma russa encostada à cabeça ou que tenha sido colocado lá pelos russos. Assim, mais vale ajudar a Ucrânia a preparar-se para a nova ofensiva total, que a Rússia está a preparar para a Primavera. Se não querem impor a tal zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, esta precisa de armamento em quantidade, qualidade e alcance suficiente para levar a guerra a Território russo, pois a tal escalada que queriam evitar já aconteceu e não vale a pena continuar a obrigar a Ucrânia a defender-se com um braço atrás das costas. Quando as destruições do território ucraniano começarem a chegar à "Mãe-Rússia" e talvez a Moscovo, Putin vai perceber não só que a Ucrânia não desiste, como que a NATO-UE, também não.

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